
Seminário Internacional com o tema “The Positive Turn: Materiais, Edifícios e Cidades para um Futuro Regenerativo”
“Já não basta reduzir danos, chegou a hora de a arquitetura devolver mais do que consome.” De 25 a 27 de setembro, a Casa da Arquitectura – Centro Português de Arquitectura, em Matosinhos, apresenta a 3.ª edição do SHIFT – Arquitetura e Sustentabilidade, com curadoria de José Pedro Sousa.
Este ano, o seminário internacional adota o tema “The Positive Turn: Materiais, Edifícios e Cidades para um Futuro Regenerativo”, reunindo arquitetos e investigadores de referência mundial para explorar como o setor pode transformar-se de problema climático em motor de regeneração. Entre os oradores convidados estão Carlo Ratti (MIT / Bienal de Veneza 2025), João Albuquerque (BIG) e Susanne Brorson (Studio Brorson), além de outros especialistas nacionais e internacionais.
» Shift 2025 - Programa Completo
O Shift 2025 defende que já não basta minimizar os danos — precisamos de caminhar para uma nova era, em que edifícios, materiais e cidades deixam de ser parte do problema para se tornarem parte ativa da regeneração. Ecossistemas restaurados, carbono absorvido, energia produzida em excesso, este é o novo horizonte. A construção civil está no epicentro da crise climática, mas também no coração da sua solução. Responsável por cerca de 40% das emissões globais de carbono, o setor precisa de uma mudança estrutural, urgente e corajosa. O objetivo já não é o de mitigar ou compensar, mas o de
projetar espaços que não se limitem a evitar o colapso, e que ajudem a curar o planeta e a melhorar as condições de vida das gerações futuras.
Este evento reúne arquitetos e investigadores de renome com o intuito de explorar a mudança necessária para moldar um futuro regenerativo em todas as escalas.
O SHIFT 2025 propõe três eixos de debate:
Materiais
A mudança para a construção regenerativa começa com os materiais. Recursos de base biológica, que armazenam carbono e recursos recuperados — movimentados através de uma economia circular —, permitem à indústria evoluir de uma lógica extrativa para uma restauradora. A inovação encontra a responsabilidade naquilo que escolhemos para construir.
Edifícios
A arquitetura deve evoluir da minimização dos danos para a geração de benefícios. Os edifícios podem produzir energia, apoiar ecossistemas e incorporar a reparação ambiental. Isto exige uma nova cultura de design — que aprenda tanto com as tecnologias avançadas como com a sabedoria vernacular.
Cidades
As cidades regenerativas não são apenas sustentáveis — também restauram. Através de um design arrojado e de políticas sistémicas, os espaços urbanos podem reverter as emissões, regenerar a natureza e promover a equidade. A cidade torna-se uma estrutura viva para a recuperação planetária.
Além das sessões do simpósio, o evento inclui um programa com visitas a locais e atividades práticas de formação, assim como uma programação especial dedicada a grupos escolares de todas as idades.
Mais do que uma conferência, o Positive Shift é um apelo à ação.
Estamos prontos para pensar e construir um mundo que retribua mais do que consome?

