Exposição comemorativa os 50 anos de arquitetura em democracia
Há uma nova exposição para descobrir na Casa da Arquitectura. Chama-se “O que faz falta. 50 anos de arquitetura portuguesa em democracia” e foi ontem inaugurada.
O título da exposição presta homenagem a José Afonso e à canção “O que faz falta”, do álbum “Coro dos Tribunais”, lançado em 1974.
Nas palavras de Jorge Figueira (curadoria) e Ana Neiva (curadoria-adjunta), a exposição “estabelece uma leitura panorâmica da produção arquitetónica entre a Revolução de Abril de 1974 e os dias de hoje, revelando como a arquitetura foi, e é, simultaneamente, reflexo e incentivo do regime democrático em Portugal”.
Ocupando uma área de 700m2, a exposição está dividida em cinco módulos temporais: Revolution (1974-1983, da revolução ao aparecimento de novos programas públicos e a definição de direitos fundamentais); Europa (1984-1993, da adesão à Comunidade Económica Europeia ao acesso a fundos de financiamento que permitiram o desenvolvimento do território); Fin-de-Siecle (1994-2003, que reflete a tensão do final do século, o balanço sobre o passado e a projeção do futuro); Troika (2004-2013, anos da crise económica europeia e o crescimento exponencial do turismo); Wi-fi (2014-2023, debruçando-se sobre as alterações tecnológicas, a digitalização, os conflitos culturais em curso e a urgência da agenda climática).
A exposição é composta por maquetes, desenhos originais e fotografias, apresentando referências da literatura, do cinema e do documentário e prestando tributo a um conjunto de personalidades fora da arquitetura que são figuras incontornáveis da história e sociedade portuguesas.
A mostra ficará patente até 7 de setembro de 2025 e será acompanhada por um programa paralelo que tem a curadoria dos arquitetos Nuno Sampaio e Jorge Figueira.