Concerto da OJM integrou tarde cultural dedicada ao 25 de Abril
A Real Vinícola acolheu hoje uma tarde inteiramente dedicada à cultura em liberdade, no âmbito do ciclo de concertos “Jazz na Real Vinícola”, promovido pela Câmara Municipal de Matosinhos.
Sob o mote “O que faz falta”, o evento iniciou-se às 15h30 com uma visita guiada à exposição “O que faz falta. 50 anos de arquitetura portuguesa em democracia”, patente na Casa da Arquitectura. Conduzida pelos curadores Jorge Figueira e Ana Neiva, a visita ofereceu uma leitura abrangente da produção arquitetónica nacional desde a Revolução de Abril até à atualidade.
Seguiu-se, pelas 17h00, uma conversa no Centro de Alto Rendimento Artístico (CARA), entre os curadores da exposição e João Moreira dos Santos, investigador de jazz e autor do programa radiofónico “Jazz a 2”. O diálogo centrou-se na evolução da escrita para big band em Portugal no período pós-25 de Abril.
O ponto alto da tarde chegou com o segundo concerto inserido na 6ª edição do ciclo de concertos do “Jazz na Real Vinícola”, protagonizado pela Orquestra Jazz de Matosinhos (OJM) e dirigido por Pedro Guedes.
O concerto, dirigido por Pedro Guedes, fundador e diretor artístico da OJM, fez uma viagem musical, de 1986 a 2025, que nos levou pelo repertório português para orquestra de jazz no pós-25 de abril, culminando com uma nova peça encomendada especialmente a João Pedro Brandão para esta edição comemorativa.
O ciclo “Jazz na Real Vinícola” prossegue já no próximo sábado, 28 de junho, com o concerto “Pelas Águas: António Loureiro e OJM”, reforçando o compromisso do município com a cultura, a criação contemporânea e a celebração da liberdade.