Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música e OBOA NOMADE encerraram festival Matosinhos em Jazz
A Praça Guilhermina Suggia recebeu, ontem à noite, o concerto de encerramento da edição de 2026 do Matosinhos em Jazz, com o espetáculo “Jazz Nómada”, protagonizado pela Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, que convidou o projeto OBOA NOMADE para uma atuação marcada pelo encontro entre a música clássica e o jazz.
Perante uma numerosa assistência, o concerto apresentou um programa que explorou novas geografias sonoras, partindo do Mediterrâneo para uma viagem musical onde convivem a escrita orquestral e a improvisação, num diálogo entre diferentes tradições e linguagens musicais.
Sob direção musical de Diogo Costa, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música juntou-se ao oboísta e tocador de corne inglês Jean-Luc Oboman Fillon, figura reconhecida pela forma singular como tem expandido as possibilidades do seu instrumento através da aproximação ao universo do jazz. Em palco estiveram ainda o pianista João Paulo Esteves da Silva e o percussionista Jarrod Cagwin.
O programa integrou obras de Jean-Luc Fillon, Jacques Ibert e João Paulo Esteves da Silva, incluindo “Escales Méditerranéennes”, “Song of Flea Market”, “Oborigins” e “Jungle City”. As composições conduziram o público por ambientes inspirados em paisagens mediterrânicas, mercados tradicionais e contextos urbanos contemporâneos, evidenciando a versatilidade da orquestra e a riqueza expressiva do oboé.
Ao longo da atuação, destacou-se o equilíbrio entre a componente escrita e os momentos de improvisação, numa proposta artística que cruzou a espontaneidade do jazz com a profundidade da tradição clássica. O resultado foi uma experiência musical envolvente, marcada pela diversidade tímbrica e pela liberdade criativa dos intérpretes.