Conteúdo atualizado em7 de novembro de 2024às 08:47

Exposição regressa ao Museu Quinta de Santiago no próximo sábado
A memória histórica de Matosinhos e de Leça da Palmeira relativa ao período compreendido entre o final do século XIX e a segunda metade do XX está refletida num conjunto de obras que compõem a exposição “Urbevoluções”, que regressa ao Museu Quinta de Santiago, em Leça da Palmeira, já a partir do próximo sábado.
Composta exclusivamente pela coleção municipal, “Urbevoluções” apresenta telas que retratam paisagens e figuras, testemunhas das profundas transformações urbanas ocorridas nas zonas ribeirinhas de Matosinhos e Leça da Palmeira, impulsionadas sobretudo pela construção do Porto de Leixões. Importantes núcleos habitacionais desapareceram das margens do troço final do rio Leça e o imenso areal que era a atual Matosinhos-Sul deu lugar a estradas, ruas e fábricas.
Mais de duas dezenas de obras demonstram as mudanças paisagísticas, demográficas, económicas e sociais do território, através do olhar de artistas como Agostinho Salgado (1905-1967), António Carneiro (1872-1930), Aurélia de Sousa (1866-1922), Joaquim Lopes (1886-1956) e Augusto Gomes (1910-1976).
Concebida pela primeira vez há 15 anos, “Urbevoluções” marcou a reabertura do Museu Quinta de Santiago em 2009, após dois anos de encerramento para obras de restauro. Agora, em 2024, a exposição está de volta para ocupar o piso nobre do museu, presenteando o visitante com uma ambiência sonora que evoca as zonas ribeirinhas e questões interativas ao longo do percurso, incentivando reflexões sobre o passado e suas ligações com o presente e o futuro.
A exposição “Urbevoluções” estará patente no Museu Quinta de Santiago de 9 de novembro deste ano a fevereiro de 2025.