
Comemoração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios
A Quinta de São Gens, na Senhora da Hora, abriu hoje pela primeira vez as suas portas ao público, numa iniciativa conjunta da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR- Norte) e da Câmara Municipal de Matosinhos.
Para o efeito, foi assinado hoje, Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, um protocolo que visa a criação e valorização do “Parque de Natureza & Cultura de São Gens”, e o desenvolvimento de competências científicas, técnicas e educativas, nas áreas da conservação e restauro de património cultural (incluindo um centro de investigação e uma reserva/depósito) e do património cultural e biodiversidade, em colaboração com instituições das áreas da ciência e educação.
A Casa e Quinta de São Gens constam de uma propriedade com cerca de 6,5 hectares, marcada por um palacete construído no século XVIII, da autoria de Nicolau Nasoni, com uma torre central, um jardim barroco contíguo, uma mata e um conjunto de edifícios modernos e contemporâneos, construídos pelo Estado no âmbito da instalação da antiga Estação Agrária do Porto (ou do Douro Litoral) e, posteriormente, da extinta Direção Regional de Agricultura do Norte.
Propriedade do Estado, a Casa e Quinta de São Gens estão atualmente sob gestão da CCDR-NORTE, que radicou no Palacete a sua nova Unidade de Cultura, funcionando também no âmbito da Quinta serviços da Unidade de Agricultura e do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas.
A abertura ao público da Quinta de São Gens será progressiva e pretende afirmar o espaço como “pulmão cultural (e verde) do Grande Porto”. Na assinatura do protocolo, Jorge Sobrado, vice-presidente da CCDR-N para as áreas da Cultura e Património, Cooperação e Comunicação, frisou que “esta casa nunca foi sinalizada para reabilitação, nem sequer foi classificada”. Com a assinatura do protocolo, “está dado o primeiro passo para a conservação e valorização não só da casa como da sua envolvente”.
Já o presidente da CCDR- N, António Cunha, destacou o entendimento “fácil “entre ambas as partes para “abrir este espaço ao público para que possa ser fruído quer do ponto de vista da memória histórico-cultural quer da sua dimensão ambiental”.
O município de Matosinhos esteve representado pelo vice-presidente, Carlos Mouta, e pelo vereador da Cultura, Fernando Rocha. “As cidades são muito mais do que avenidas e rotundas. A cultura e o ambiente são dois pilares de uma cidade com vida. Este espaço conjuga essas duas áreas. Era algo que queríamos há muitos anos. Grande parte da comunidade nunca conheceu este património histórico e ambiental e terá agora essa oportunidade”, manifestou Carlos Mouta.
Ao longo de três dias, entre hoje e sábado, haverá um conjunto de atividades na Quinta de São Gens, onde se incluem visitas temáticas conduzidas por Joel Cleto, Elvira Rebelo e Ivo Gomes, uma visita com escolas, a arte do desenho com o Porto Urban Sketchers e o espetáculo “Nos 50 anos de abril... cantar a liberdade” pelo Coral de Letras da Universidade do Porto.
A entrada é livre, mas de inscrição obrigatória. Consulte toda a informação do evento e inscreva-se em https://www.ccdr-n.pt/noticia/destaque/ccdr-norte-abre-portas-da-quinta-de-sao-gens-nas-comemoracoes-do-dia-internacional-dos-monumentos-e-sitios
Ainda no âmbito da comemoração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, a Câmara Municipal de Matosinhos promove hoje uma visita orientada sobre um património cultural e natural que foi recentemente alvo de um processo de reabilitação através da execução do programa Corredor Verde do Leça.
Amanhã, pelas 10h30, a visita orientada terá como foco a Quinta de S. Gens. A participação é gratuita, mas requer inscrição, através do email mumma@cm-matosinhos.pt ou do telefone 229390967.
Recorde-se que o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios foi instituído em 18 de abril de 1982 pelo ICOMOS e aprovado pela UNESCO no ano seguinte. A partir de então, esta data comemorativa tem vindo a oferecer a oportunidade de aumentar a consciência pública relativamente à diversidade do património e aos esforços necessários para o proteger e conservar, permitindo, ainda, chamar a atenção para a sua vulnerabilidade.
O tema proposto para este ano, a nível internacional, é “Catástrofes e Conflitos à Luz da Carta de Veneza”, quando se cumprem 60 anos sobre este documento orientador para a conservação e restauro do património histórico.

