
Concerto na Praça Guilhermina Suggia integrou o festival Matosinhos em Jazz 2026
A Praça Guilhermina Suggia recebeu, ontem à noite, um dos momentos mais aguardados da edição de 2026 do Matosinhos em Jazz, com o concerto da Orquestra Jazz de Matosinhos (OJM) e da cantora Cristina Branco.
Perante uma ampla assistência, o espetáculo cruzou a linguagem do jazz com a canção portuguesa, proporcionando uma viagem musical marcada pela riqueza dos arranjos para big band e pela singularidade interpretativa de uma das mais reconhecidas vozes da música nacional.
Integrado na reta final do festival, o concerto destacou a dimensão universal da obra de Cristina Branco, artista que conta com 19 discos editados e uma carreira internacional consolidada. Ao longo da noite, a cantora revisitou temas associados ao seu percurso artístico, inspirados por autores, compositores e intérpretes que têm marcado a sua trajetória, entre os quais José Afonso, Sérgio Godinho, Mário Laginha e João Paulo Esteves da Silva.
Acompanhada pela Orquestra Jazz de Matosinhos, Cristina Branco apresentou um repertório enriquecido por arranjos para big band assinados por Pedro Guedes, Carlos Azevedo, José Pedro Coelho e Luís Figueiredo. O resultado foi um encontro entre a tradição da canção portuguesa e a expressividade do jazz contemporâneo, evidenciando a versatilidade artística da cantora e a excelência musical da OJM.
O Matosinhos em Jazz termina hoje à noite, pelas 22h00, também na Praça Guilhermina Suggia, com o espetáculo “Jazz Nómada”, protagonizado pela Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, sob direção musical de Diogo Costa, e com a participação de Jean-Luc Oboman Fillon no oboé e no corne inglês, João Paulo Esteves da Silva no piano e Jarrod Cagwin na percussão.
O programa propõe um encontro entre jazz e música clássica, a partir de composições de Jean-Luc Fillon, inspiradas pelo Mediterrâneo, pelos mercados populares e pela vida urbana, em diálogo com obras de Jacques Ibert e João Paulo Esteves da Silva. O concerto encerra a edição de 2026 do festival e, tal como os restantes espetáculos, tem entrada livre.
Paralelamente à programação musical, o festival continua a apresentar, até ao final do mês, a exposição ao ar livre patente no Jardim Basílio Teles. A mostra reúne interpretações visuais inspiradas em álbuns icónicos da história do jazz, assinadas pelas artistas Wasted Rita, Susa Monteiro, Inês Marques Lucas, Filipa Beleza e Maria Imaginário.
