
Janeiro a julho com música, teatro, cinema e estreias nacionais
O Teatro Municipal de Matosinhos Constantino Nery apresentou a programação para os meses de janeiro a julho de 2026, consolidando a temporada 2025–2026 e revelando alguns dos projetos previstos até ao final do ano. A proposta reafirma o Nery como um espaço de criação contemporânea, encontro de públicos e diversidade artística.
A apresentação contou com a presença do Vereador da Cultura, Fernando Rocha, e do diretor artístico do Teatro, José Nunes, que definiu esta temporada a partir dos conceitos de “regressos, despedidas e encontros”. O Vereador da Cultura destacou o investimento continuado do Município de Matosinhos na programação cultural e nos equipamentos do Teatro, bem como o regresso do cinema à sala do Nery, uma dimensão histórica que será retomada em 2026.
Entre 22 e 24 de abril, o Teatro promove um ciclo especial de cinema, com exibições e conversas, cujo programa será anunciado brevemente. Até julho, a programação aposta no teatro e na música e integra oito coproduções, seis das quais em estreia nacional, além de espetáculos nacionais e internacionais do DDD – Festival Dias da Dança e do FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica.
A música assume um lugar central, com o regresso dos Três Tristes Tigres, a 31 de janeiro, e a última digressão de Paus, a 21 de março. Luca Argel apresenta O Homem Triste a 7 de fevereiro, seguindo-se Inês Marques Lucas, a 28 de fevereiro, e A Garota Não, a 7 de março. Júlio Resende, Susie Filipe, Anónimos de Abril e Moura integram igualmente a programação musical.
O mês de março volta a dar especial destaque a criações de artistas femininas, assinalando o Dia Internacional da Mulher, com a estreia nacional de As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant, de Teresa Arcanjo. Entre as restantes estreias nacionais destacam-se Não é serpente é snake, de Bruno dos Reis e Gaya de Medeiros, As Telefones, com encenação de Zia Soares, Uma Casa na Escuridão, do Teatro de Marionetas do Porto, By the strength of our reasons we breathe, da Oficina Zero, e Nick, nick, Nick, nIcK e NICk, do Teatro Experimental do Porto.
No âmbito das comemorações dos 500 anos do nascimento de Luís de Camões, o Teatro Nacional D. Maria II apresenta, a 5 de junho, Filodemo, com encenação de Pedro Penim. A programação reforça ainda a ligação à comunidade, com projetos como Choro no Nery, o Ciclo Novos Talentos da Orquestra Jazz de Matosinhos, o concerto de Páscoa do Quarteto de Cordas de Matosinhos e uma sessão especial do ciclo de conversas A Paz, o Pão, Habitação, Saúde, Educação, com Sérgio Godinho.
O Teatro Municipal de Matosinhos mantém uma oferta dirigida às famílias e anuncia, para novembro, o regresso das produções próprias, com uma criação inédita de José Nunes e Luca Argel, inspirada em A Ópera do Malandro e A Ópera dos Três Vinténs.

