Conteúdo atualizado em13 de março de 2026às 15:30

Concelho regista apenas 9,1% de perdas na rede de abastecimento, muito abaixo da média nacional, reforçando o compromisso com a sustentabilidade e a eficiência na gestão da água
O concelho de Matosinhos voltou a destacar-se a nível nacional pela eficiência na gestão da água. De acordo com o mais recente relatório divulgado pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), relativo a dados de 2024, Matosinhos apresenta um dos níveis mais baixos de perdas de água na rede de abastecimento em Portugal.
Segundo o documento da ERSAR, o indicador de Água Não Faturada – que corresponde à água que se perde durante o processo de abastecimento, antes de chegar às torneiras dos consumidores, devido a roturas, fugas ou avarias – apresenta uma média nacional de 26,5%.
No caso de Matosinhos, o volume de Água Não Faturada registado pela INDAQUA Matosinhos é de apenas 9,1%, um dos melhores resultados do país. Entre as entidades gestoras em baixa, responsáveis pelo abastecimento direto às populações, Matosinhos ocupa a quarta posição nacional, sendo apenas ultrapassado pelos municípios de Santo Tirso, Trofa e Vila do Conde.
Este valor mantém-se praticamente inalterado face ao ano anterior e representa o nível mínimo de perdas alguma vez registado no concelho.
A presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro, sublinha a importância destes resultados para a estratégia ambiental do município. “É com grande entusiasmo que vemos, uma vez mais, Matosinhos como uma referência nacional no que diz respeito à gestão de perdas de água na rede. Garantir, em Matosinhos, uma gestão ambientalmente responsável é crucial para o Município e vemos na INDAQUA Matosinhos um parceiro fundamental para alcançá-la, nos âmbitos do abastecimento de água e também da gestão de águas residuais”.
Os resultados positivos têm sido consistentes ao longo dos últimos anos. Nos cinco anos mais recentes com dados divulgados pela ERSAR (2020-2024), Matosinhos tem apresentado um desempenho de referência a nível nacional, registando uma média de perdas de apenas 10,8%.