Conteúdo atualizado em20 de abril de 2026às 11:45

Casa da Arquitectura foi palco das conversas do último dia do festival
O último dia do festival LEV – Literatura em Viagem decorreu ontem, na Casa da Arquitectura, em Matosinhos, com uma programação marcada por conversas, pensamento crítico e forte adesão do público, assinalando o encerramento da 20.ª edição do evento.
A tarde começou com uma emissão especial, ao vivo, do podcast “Convidado Extra”, conduzido por João Paulo Sacadura, que reuniu três nomes maiores da literatura contemporânea lusófona: Mia Couto, José Eduardo Agualusa e Tatiana Salem Levy. Num ambiente descontraído, os autores partilharam experiências, perspetivas sobre o processo criativo e reflexões sobre o papel da literatura no mundo atual.
Seguiu-se a entrevista de vida “Isto não é para ser uma entrevista”, protagonizada por Hugo Van Der Ding e moderada por Sérgio Almeida. A conversa explorou os limites entre o desconforto e o humor, abordando a forma como situações embaraçosas do quotidiano podem ser transformadas em matéria criativa, num registo simultaneamente reflexivo e bem-humorado.
O programa encerrou com a conversa “A diplomacia dos livros”, que juntou Valter Hugo Mãe e Mauro Munhoz, com moderação de Maria João Costa. O debate centrou-se no papel dos festivais literários enquanto plataformas de cooperação cultural, questionando a sua capacidade de ir além da programação pontual e de criar redes duradouras entre diferentes geografias, línguas e públicos.
O LEV voltou a afirmar-se, nesta sua 20.ª edição, como um espaço de encontro e reflexão em torno da literatura, promovendo o diálogo entre autores e leitores e incentivando uma leitura crítica do mundo contemporâneo.
Ao longo de vários dias, Matosinhos acolheu escritores, pensadores e público de diferentes origens, consolidando o festival como uma referência no panorama cultural nacional e internacional.