Conteúdo atualizado em7 de dezembro de 2025às 23:11

Amanhã, a não perder António Zambujo, Ivo Canelas, Viviane e Daniel Jonas
A Festa da Poesia 2025 está quase a chegar ao fim, mas o dia de hoje foi recheado de atividades na Biblioteca Municipal Florbela Espanca.
A manhã foi dedicada à oficina “Blackout Poetry”, que permitiu aos participantes trabalhar a criação de poemas através da manipulação gráfica de páginas de livros usados. A técnica, centrada na rasura e seleção de palavras, possibilitou a construção de textos poéticos originais.
Durante a tarde tiveram lugar duas mesas de debate. A primeira, “Poesia Elétrica: a Força da Palavra em Palco”, colocou em discussão o papel da interpretação no impacto do texto poético, reunindo Fernando Ribeiro e Milhanas, com moderação de Renato Filipe Cardoso. A segunda, “Palavra Insurgente: a Poesia Como Resistência e Corpo”, contou com a participação de Shahd Wadi e Adolfo Luxúria Canibal, sob moderação de Hélder Gomes, e abordou a poesia enquanto prática de resistência e afirmação identitária.
O dia encerrou com uma edição especial do projeto “O Poema Ensina a Cair”, dinamizado por Raquel Marinho, que recebeu Luísa Sobral numa conversa que ligou criação musical, poesia e experiência artística.
Amanhã, no último dia da Festa da Poesia, a manhã será dedicada à oficina “Poesia em Tons de Azul”, centrada na utilização da cianotipia como técnica para criação de composições poéticas visuais.
Durante a tarde terá lugar a mesa de debate “O Corpo do Poema: Entre a Voz, o Som e a Cena”, com Daniel Jonas, Viviane e Ivo Canelas, moderada por Valentina Jesus, que analisará a dimensão performativa do texto poético. Segue-se nova sessão de “O Poema Ensina a Cair”, com António Zambujo como convidado.
A Festa da Poesia encerra com a performance “Estes Ventos Negros”, interpretada por Ivo Canelas, baseada no livro homónimo de João Narciso.