Conteúdo atualizado em26 de maio de 2025às 20:09

Castro do Monte Castêlo recebe visitas guiadas e reforça ligação à comunidade
O Castro do Monte Castêlo, em Guifões, continua a ser alvo de estudo arqueológico pela Câmara Municipal de Matosinhos no âmbito de um protocolo de colaboração estabelecido desde 2016 entre a autarquia, a FLUP - Faculdade de Letras da Universidade do Porto e a APDL – Administração do Porto de Leixões.
Na passada sexta-feira, 23 de maio, cumprindo o objetivo dos “Dias Abertos”, onde se procura estabelecer e reforçar os mecanismos de diálogo entre os investigadores e o público, com particular destaque para a comunidade e escolas, o que tornou possível aos visitantes o contacto com o local das escavações, bem como o diálogo com os investigadores no terreno, através de visitas guiadas.
Recorde-se que recentemente, em novembro de 2024, a Câmara Municipal de Matosinhos concretizou uma antiga aspiração de muitos matosinhenses com a aquisição pelo município dos terrenos onde se situa o sítio arqueológico do Castro do Monte Castêlo.
Com ocupação documentada desde antes da romanização, este monte guarda testemunhos de várias épocas históricas: desde a Idade do Ferro, passando pela presença romana, até à Alta Idade Média, onde se sabe ter existido um pequeno castelo senhorial e marinhas de sal junto ao estuário do rio Leça.
Muitos dos artefactos recolhidos até agora nos trabalhos arqueológicos no Castro do Monte Castêlo estão expostos no Museu da Memória de Matosinhos, nomeadamente cerâmica local da Idade do Ferro, cerâmica comum romana, cerâmicas finas de produção hispânica e africana, recipientes de transporte como ânforas, e ainda um grande dolium para armazenamento de cereais. Para além desta abundância de materiais, ainda é possível visualizar artefactos de iluminação, como as lucernas e alguns utensílios relacionados com a pesca.