Conteúdo atualizado em27 de julho de 2026às 16:39

Intervenção de conservação e valorização do património foi apoiada pela autarquia
Na passada sexta-feira, a Capela de Sant'Ana, em Leça da Palmeira, reabriu ao público após a conclusão das obras de conservação e reabilitação, numa cerimónia que contou com a presença da presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro, do presidente da Junta de Freguesia de Leça da Palmeira, Plácido Santos, do pároco Francisco Andrade, e de representantes da comunidade local.
A intervenção, apoiada financeiramente pela Câmara Municipal de Matosinhos, permitiu recuperar e valorizar um dos mais importantes edifícios do património religioso da freguesia, devolvendo-o à comunidade como espaço de culto, oração, encontro e visita.
A obra representou um investimento municipal de 173 mil euros, correspondente a 85% do valor total da empreitada.
Durante a cerimónia de reabertura foi recordada a história da Capela de Sant'Ana e apresentadas as principais intervenções realizadas, que incluíram a reabilitação do edifício, o restauro do retábulo, das respetivas imagens e do coro-alto. Foram igualmente destacados o apoio da Câmara Municipal de Matosinhos e o compromisso da autarquia com a preservação e valorização do património do concelho.
A Capela de Sant'Ana assume este ano especial relevância por coincidir a sua reabertura com as Festas de Sant'Ana, encontrando-se aberta a visitas durante as celebrações, permitindo à população e aos visitantes conhecer o resultado da intervenção realizada.
De feição barroca, a Capela de Sant'Ana foi reedificada entre 1762 e 1768. O templo, de nave única, integra na capela-mor um retábulo em talha dourada com a imagem de Santa Ana ao centro, sendo parte do edifício revestida a azulejo. Ao longo da sua história desempenhou também um importante papel social, tendo servido de hospital de emergência durante a epidemia de cólera que atingiu Leça da Palmeira entre julho e setembro de 1855.
As últimas obras de restauro tinham sido realizadas na década de 1990, encontrando-se o edifício, entretanto, com graves problemas de conservação, tanto no exterior como no interior, situação que tornou necessária a intervenção agora concluída.