Conteúdo atualizado em14 de abril de 2026às 17:28

Candidaturas abertas até 10 de agosto
O Salão Nobre dos Paços do Concelho foi ontem palco da sessão de lançamento da 22.ª edição do Prémio Fernando Távora, marcando o arranque oficial de mais uma edição desta iniciativa de referência no panorama da arquitetura nacional.
A iniciativa contou com a presença do vereador da Cultura da autarquia, Fernando Rocha.
Promovido pela Ordem dos Arquitectos Secção Regional Norte, em parceria com a Casa da Arquitectura, Câmara de Matosinhos e Fundação Marques da Silva, e com o patrocínio da Ageas Seguros, o prémio distingue anualmente a melhor proposta de viagem de investigação apresentada por arquitetos inscritos na Ordem dos Arquitectos, atribuindo uma bolsa no valor de 6.000 euros.
As candidaturas decorrem até 10 de agosto, estando o anúncio do vencedor agendado para 12 de outubro.
Um dos momentos centrais foi a conferência do arqueólogo, historiador e comunicador Joel Cleto, intitulada “Memórias de uma viagem com Távora na Quinta de Santiago”. A intervenção, inicialmente prevista para 2025, assinalou os 30 anos do Museu da Quinta de Santiago e evocou uma viagem com Fernando Távora por Leça da Palmeira, cruzando memória, território e arquitetura.
A iniciativa contou ainda com a apresentação do arquiteto Gabriel Weber, vencedor da 20.ª edição do prémio, que trouxe ao público a conferência “Ceci n’est pas le Brésil. A viagem das formas”. A partir de um percurso entre Benim, Nigéria e Brasil, o arquiteto explorou os fluxos e transformações das formas arquitetónicas através do Atlântico Sul.
O júri da 22.ª edição integra personalidades de diferentes áreas, nomeadamente o chef Rui Paula, o arquiteto António Cerejeira Fontes, a arquiteta Andrea Soutinho, o arquiteto Pedro Ramalho e o arquiteto Pedro Távora de Magalhães Basto.
Criado em 2005, o Prémio Fernando Távora homenageia uma das figuras maiores da arquitetura portuguesa, valorizando o papel da viagem e do contacto direto com diferentes contextos culturais na formação dos arquitetos. Ao longo da sua vida, Fernando Távora destacou-se pela defesa da importância do conhecimento histórico e cultural como base da prática arquitetónica contemporânea, um legado que continua a inspirar novas gerações.