
Apresentação do livro de pintura de Filipe Rodrigues marcou o início do ano cultural no MuMMa
O MuMMa iniciou o novo ano com um encontro dedicado à pintura, à memória e à criação artística, reunindo público, reflexão e partilha em torno da apresentação do livro “Origem e Inocência: Uma Jornada pela Memória”.
No passado sábado, 10 de janeiro, o historiador Gonçalo Marques e o artista Filipe Rodrigues estiveram à conversa sobre o livro de Filipe Rodrigues, publicado a propósito da exposição homónima patente no Museu da Memória de Matosinhos até 2 de março. A sessão proporcionou uma aproximação ao universo artístico do autor, destacando o papel central da memória e da história no processo criativo que deu origem à exposição.
Ao longo do encontro, foram abordados o percurso artístico de Filipe Rodrigues, bem como as ligações entre a pintura, a vivência pessoal e a construção da memória coletiva, num diálogo enriquecido pela perspetiva histórica de Gonçalo Marques.
Gonçalo Marques é licenciado e doutorado em História pela Universidade do Porto, tendo realizado pós-doutoramento em Ciências da Educação na Universidade do Minho. É Professor Adjunto no Politécnico de Viana do Castelo e investigador integrado no Centro de Inovação e Investigação em Educação (INED), sendo autor de numerosos trabalhos científicos nas áreas da Educação Histórica, Patrimonial e da Didática da História.
Filipe Rodrigues, natural de Mafamude, é licenciado e doutorado em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Mantém atelier em Vila Nova de Gaia e desenvolve a sua atividade profissional entre a pintura e a docência.
Recorde-se que a exposição “Origem e Inocência: Uma Jornada pela Memória”, concebida em exclusivo para o Museu, reúne cerca de trinta obras entre pinturas e desenhos, nas quais Filipe Rodrigues explora a profunda ligação entre a sua prática artística e a história do Palacete Visconde de Trevões, edifício que acolhe atualmente o Museu da Memória de Matosinhos.
A arquitetura do espaço, o mobiliário histórico e as múltiplas funções que o imóvel desempenhou ao longo do tempo serviram de inspiração para o artista, que também incorporou na exposição a relação simbólica de Matosinhos com o mar.
No livro que acompanha a exposição, Filipe Rodrigues escreveu que esta “constrói-se com origem no meu processo artístico individual, contextualizado entre o acervo e em circunstâncias históricas, críticas e estéticas do Museu da Memória de Matosinhos”. O artista acrescentou ainda que “as histórias contidas no Palacete Visconde de Trevões são infindáveis, existem histórias dentro de histórias, personalidades, segredos, acontecimentos que nunca chegarão a conhecer a luz do dia”.
A exposição pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 10h00 às 13h00 e das 15h00 às 18h00, e aos sábados, domingos e feriados, das 15h00 às 18h00. A entrada é livre.
Próxima atividade no âmbito desta exposição:
Visita + Orientada pelo artista Filipe Rodrigues à sua exposição intitulada “Origem e Inocência: Uma Jornada pela Memória” no Museu da Memória no dia 30 de janeiro, sexta-feira, pelas 21h30.

