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C.M Matosinhos
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MobilidadeAmbienteNotícias

Cimeira Mundial do Clima

Matosinhos em destaque com a apresentação da plataforma AYR

10.12.19

Matosinhos marcou presença ontem, em Madrid, na Cimeira Mundial do Clima que decorre de 2 a 13 de dezembro, reunindo milhares de cientistas, empresários, representantes institucionais, organizações não governamentais e governos de todo o mundo.
55% das pessoas no mundo vivem atualmente em cidades. Os dados são da ONU Habitat que estima que, em 2050, esse número aumente para os 68%.
Aliás, são as cidades que consomem 78% da energia do mundo e produzem mais de 60% das emissões totais de gases de efeito estufa, enquanto ocupam menos de 2% da superfície do planeta.
A pensar nos desafios das mudanças climáticas e do desenvolvimento humano sustentável, surgiu o Living Lab-Carbono Zero. Criado há cerca de dois anos pela Câmara Matosinhos e pelo CEiiA - Centro de Engenharia e Desenvolvimento, este projeto é cofinanciado pelo Fundo Ambiental do Ministério do Ambiente.
Testar soluções tecnológicas de baixo carbono, que aumentem a eficiência energética e reduzam as emissões poluentes, é o seu principal objetivo, daí que o Living Lab atue em áreas como a mobilidade e os transportes, edifícios, a inovação no ambiente e a promoção da economia circular.
Já em julho deste ano, o representante do Global Compact Cities Program, da Organização das Nações Unidas, Javier Cortez, deslocou-se a Matosinhos para conhecer algumas das soluções que estão já a ser testadas no terreno e que podem ser replicadas a nível mundial.
Uma das soluções que está a ser testada, no âmbito da estratégia de descarbonização das cidades, é a plataforma AYR, que permite quantificar, valorizar e transacionar as emissões de carbono evitadas com a utilização de modos de mobilidade sustentável.
Aliás, a plataforma AYR foi apresentada na Cimeira Mundial do Clima, como um exemplo de como é possível mudar o comportamento dos cidadãos através da descarbonização das cidades.
Num painel moderado por Javier Cortez, o município de Matosinhos esteve ontem representado pelo Vereador da Mobilidade e Transportes, José Pedro Rodrigues, numa conversa sobre como as cidades podem dinamizar parcerias tecnológicas e de inovação na área da mobilidade e transportes para acelerar as transformações necessárias rumo ao equilíbrio ecológico.
Desde a criação de condições para a atribuição de passes gratuitos para os jovens estudantes em Matosinhos, reforçando o transporte público como pilar da mobilidade urbana sustentável e projetando-o como tal nas novas gerações, até às parcerias entre o Município, instituições académicas, centros de investigação, pequenas e médias empresas, associações locais de comércio e restauração, empresas públicas, que estão na base do Laboratório Vivo para a Descarbonização da Cidade - as boas práticas de Matosinhos foram mais uma vez muito bem recebidas.
A plataforma AYR funciona como uma carteira virtual de créditos verdes baseada em emissões de CO2 poupadas. Com base na tecnologia blockchain, os créditos acumulados pelas emissões evitadas podem ser utilizados na aquisição de bens e serviços sustentáveis.
O sistema integra atualmente trotinetes elétricas, bicicletas elétricas e scooters elétricas, mas, no futuro, deverá chegar aos transportes públicos.
Nesta cimeira estarão envolvidas cerca de 25 mil pessoas, distribuídas pelos dois espaços contíguos disponibilizados no recinto do IFEMA, em Madrid: um para as reuniões e negociações oficiais dos países participantes, e outro para a realização dos eventos paralelos, como a apresentação de relatórios científicos e atos organizados por diversas ONG (organizações não governamentais).
A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas tem como objetivo conseguir a estabilização das concentrações de gases com efeito de estufa na atmosfera, limitando os efeitos na temperatura do planeta a menos de 2 graus.
A convenção servirá como mecanismo para que os países participantes terminem de desenvolver as decisões adotadas pelo Acordo de Paris, considerado o primeiro pacto mundial vinculativo para a defesa do clima do nosso planeta, que deverá estar plenamente vigente em janeiro de 2020.

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