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Viagem no Natal pelo jazz

“Big Bands” na Senhora da Hora

02.12.19

A Câmara Municipal de Matosinhos preparou uma programação especial para a quadra natalícia a pensar sobretudo nas famílias.

O mês de dezembro abriu ontem com um grande concerto da Orquestra Jazz de Matosinhos (OJM) na Senhora da Hora.

A OJM presentou o público com alguns dos melhores temas do “período de ouro” das big bands, entre 1925 e 1955, recordando obras de Duke Ellington, Count Basie, Jimmy Lucenford e Benny Goodman.

A OJM, recorde-se, nasceu em 1997 ainda como Héritage Big Band, antes de assumir o nome atual em 1998 depois de um protocolo com a Câmara Municipal de Matosinhos.

Constituída por alguns dos melhores músicos de jazz da região norte do país, a OJM tem vindo a afirmar-se como uma das formações mais dinâmicas do atual jazz português, promovendo a criação, a investigação, a divulgação e a formação na área do jazz, cruzando a ambição internacional com o sentido de responsabilidade local.

A orquestra desenvolve hoje uma linha de orientação que privilegia, por um lado, a criação de um repertório próprio e, por outro lado, a organização de projetos específicos para os quais vem convidando solistas e maestros de relevo internacional.

Dirigida por Pedro Guedes e Carlos Azevedo, tem colaborado com nomes tão diversos como Maria Schneider, Carla Bley, Lee Konitz, John Hollenbeck, Jim McNeely, Kurt Rosenwinkel, João Paulo Esteves da Silva, Carlos Bica, Ingrid Jensen, Bob Berg, Conrad Herwig, Mark Turner, Rich Perry, Steve Swallow, Gary Valente, Dieter Glawischnig, Stephan Ashbury, Chris Cheek, Ohad Talmor, Joshua Redman, Andy Sheppard, Dee Dee Bridgewater, Maria Rita, Maria João, Mayra Andrade, Manuela Azevedo, Manuel Cruz, Sérgio Godinho, entre muitos outros.

Além das várias atuações em todo o país, a Orquestra Jazz de Matosinhos aposta na internacionalização, através da participação em vários festivais de jazz.

Foi a primeira formação portuguesa de jazz a participar num festival norte-americano (JVC Jazz Festival, Carnegie Hall, em 2007), participou no Beantown Jazz Festival de Boston e realizou temporadas nos clubes nova-iorquinos Birdland, Jazz Standard, Jazz Gallery e Iridium. Em 2015 voltou a integrar o cartaz do Voll-Damm Festival Internacional de Jazz de Barcelona. Atuou no Blue Note de Nova Iorque e na Konzerthaus de Viena.

Em 2014, a Câmara Municipal de Matosinhos agraciou a OJM com a medalha de mérito dourada.

A discografia da OJM começou a ver a luz do dia em 2006 e é o reflexo de algumas das suas colaborações mais sólidas. Depois de Orquestra Jazz de Matosinhos Invites: Chris Cheek (Fresh Sound New Talent), surgiu Portology (Omnitone), com Lee Konitz como compositor e solista principal. Da colaboração com o guitarrista Kurt Rosenwinkel resultou a gravação de Our Secret World (WomMusic, 2010), lançado nos EUA e em Portugal. Em 2011 foi editado o álbum com a cantora Maria João, Amoras e Framboesas (Universal Music). Em 2013 surgiu Bela Senão Sem (TOAP), com arranjos originais sobre a música do pianista João Paulo Esteves da Silva. Em 2014 foi editado o álbum Jazz Composers Forum: today’s european-american big band writing (TOAP), trabalho que resultou da gravação de oito encomendas feitas a oito compositores, quatro americanos e quatro europeus, para o ciclo de concertos com o mesmo nome.

A 5 de Outubro de 2017, no ano que celebrou 20 anos, a OJM foi convidada a participar nas comemorações do 107.º aniversário da Implantação da República no Palácio de São Bento, em Lisboa, e recebeu a Medalha de Mérito Cultural do Primeiro-Ministro, António Costa.

Desde 2018 que a OJM ocupa o CARA – Centro de Alto Rendimento Artístico, nas antigas instalações da Real Vinícola, um espaço com 800 m2 onde se promove o diálogo entre arte, ciência e tecnologia, designadamente através de projetos multidisciplinares que visem a investigação e o desenvolvimento de soluções para a criação, fruição e disseminação de conteúdos criativos. Este espaço está preparado para acolher concertos, ensaios, gravações e o serviço educativo.

Um dos maiores projetos que a OJM promove é a “Grande Pesca Sonora”.

Desenvolvido em 2014, este projeto consiste num extenso programa de oficinas de música, arte multimédia e escrita criativa que termina numa apresentação juntando dezenas de alunos com músicos da OJM.

Quem não conseguiu assistir ontem ao espetáculo, saiba que, no próximo domingo, dia 8 de dezembro, a Orquestra Jazz de Matosinhos atuará, pelas 16h00, no Salão Paroquial de Perafita.

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