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C.M Matosinhos
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ONU atenta ao Living Lab

Representante das Nações Unidas esteve em Matosinhos para conhecer as soluções que estão a ser testadas

09.07.19

O Living Lab-Carbono Zero foi criado há cerca de ano e meio pela Câmara Matosinhos e pelo CEiiA - Centro de Engenharia e Desenvolvimento, e é co-financiado pelo Fundo Ambiental do Ministério do Ambiente.
Testar soluções tecnológicas de baixo carbono, que aumentem a eficiência energética e reduzam as emissões poluentes, é o seu principal objetivo, daí que o Living Lab atue em áreas como a mobilidade e os transportes, edifícios, a inovação no ambiente e a promoção da economia circular.
O Living Lab tem ainda dois anos pela frente de muito trabalho.
Ontem, o representante do Global Compact Cities Program, da Organização das Nações Unidas, Javier Cortez, deslocou-se a Matosinhos para conhecer algumas das soluções que estão já a ser testadas no terreno e que podem ser replicadas a nível mundial.
Javier Cortez considera que “a transformação global deve começar pela comunidade local” e que deve envolver os setores público e privado.
A visitada, liderada pelo Vereador da Mobilidade, José Pedro Rodrigues, iniciou-se na Casa em Movimento, situada em frente ao edifício da Polícia de Segurança Pública.
A Casa em Movimento, um projeto de Manuel Lopes, consiste num novo conceito de arquitetura, que integra inovação e sustentabilidade. O edifício dispõe de coberturas fotovoltaicas e roda até 180º de forma a captar energia solar quer no verão quer no inverno.
A paragem seguinte foi no Jardim Basílio Teles, onde foi apresentado um robot autónomo de limpeza urbana, com geolocalização, que faz a varredura de folhas, criado pela FOLLOW INSPIRATION. Ainda em fase de testes e de desenvolvimento tecnológico, algumas melhorias deverão ser introduzidas nomeadamente ao nível da aspiração.
Seguiu-se uma visita às instalações dos Armazéns Gerais da Câmara Municipal de Matosinhos onde está a ser testado um pavimento gerador de energia da PAVNEXT.
O pavimento tecnológico, à base de borracha, permite extrair a energia cinética aos veículos em locais de redução de velocidade, como as passadeiras. A energia cinética extraída é depois transformada em energia elétrica, para iluminar as passadeiras, os locais de passagem ou carregar bicicletas elétricas.
A visita terminou depois no CEiiA, onde foram apresentados vários projetos no âmbito da estratégia de descarbonização das cidades, entre os quais a plataforma AYR, que permite quantificar, valorizar e transacionar as emissões de carbono evitadas com a utilização de modos de mobilidade sustentável.
Esta aplicação funciona como uma carteira virtual de créditos verdes baseada em emissões de CO2 poupadas. Com base na tecnologia blockchain, os créditos acumulados pelas emissões evitadas podem ser utilizados na aquisição de bens e serviços sustentáveis.
Para já, o sistema integra 300 trotinetes elétricas, mas em breve chegará às bicicletas elétricas e, no futuro, aos transportes públicos. Desde abril, foram já poupadas 12 toneladas de CO2.

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