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C.M Matosinhos
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Recriações históricas 2016

Já estão disponíveis as regras de participação, bem como as fichas de inscrição.

08.04.16

As recriações alicerçadas na história e nas lendas de Matosinhos já são pontos de passagem obrigatória para os habitantes da Área Metropolitana do Porto – e este ano não será exceção.

A primeira a realizar-se este ano será a da lenda do romano Cayo Carpo, que será encenada na Praia do Titã entre 3 e 5 de junho.

No ano 44 d.C., Cayo Carpo, grande senhor romano e pagão do lugar de Bouças (antiga designação do atual concelho de Matosinhos), escolhe a Praia do Espinheiro como local para a celebração das festas do seu casamento com Claudia Loba. A boda, sumptuosa e magnificente, juntou bailarinas e bailarinos de diferentes regiões do Império Romano, danças exóticas, largada de pombas brancas e muita música. Durante as festividades, o noivo desafia os restantes cavaleiros presentes para uma invulgar corrida: aquele que conseguisse fazer o seu cavalo chegar mais longe dentro de água, ganharia. Cayo Carpo avista uma embarcação. O seu cavalo corre para a água e entra mar adentro. No fundo do mar, Cayo Carpo entra numa nau que transporta o corpo do Apóstolo Santiago para Compostela. Ao sair da água, Cayo Carpo estava “matizadinho” de vieiras, passando aquela praia a chamar-se a “Praia do Matizadinho”. Com o passar dos anos, a designação evoluiu, dando lugar ao topónimo “Matosinhos”. Esta lenda explica a famosa associação da vieira à devoção e aos Caminhos de Santiago de Compostela.

O tumulto dos piratas regressa a Leça da Palmeira entre 8 e 10 de julho, mais concretamente à zona envolvente do Forte Nossa Senhora das Neves.

Matosinhos tem uma importância histórica nas “aventuras” portuguesas na descoberta do mundo. Quando, na época dos descobrimentos e das seguintes trocas comerciais com os territórios conquistados, os ataques entre impérios eram frequentes, a coroa portuguesa “contratou” piratas para pilharem as embarcações inimigas. A costa de Leça e Matosinhos, principalmente o Forte de Nossa Senhora das Neves, era um dos principais pontos estratégicos dos corsários.

A recriação do universo dos piratas faz as delícias principalmente dos mais pequenos. As diversas ações focadas nas personagens piratas, o movimentado mercado, a música, dança, baile de máscaras, lutas e julgamento dos piratas, leilão de escravos, caça do tesouro, etc. são o mote perfeito para a recriação do ambiente de um porto de mar, da agitação dos embarques e desembarques dos navios.

Já a zona envolvente ao Mosteiro de Leça do Balio regressa à época medieval entre 8 e 11 de setembro.

A recriação “Os Hospitalários no Caminho de Santiago incide sobretudo nos episódios históricos relacionados com o Mosteiro de Leça do Balio da Ordem do Hospital e a assistência aos que rumavam em peregrinação a Santiago de Compostela.

Em 1372, o mosteiro de Leça do Balio foi o palco do primeiro casamento por amor de um rei fora de Lisboa. Contra a vontade de todos, D. Fernando casa com D. Leonor Teles tornando-a rainha de Portugal. A cerimónia ocorre debaixo de protestos por parte do povo, reprimidos violentamente pelo rei. A controversa festividade será este ano, mais uma vez, recriada no mosteiro de Leça do Balio.

Os artesãos, mercadores individuais ou entidades coletivas interessadas em participar nestas recriações históricas deverão consultar as regras de participação e preencher a respetiva fica de inscrição.

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