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C.M Matosinhos

Matosinhos inaugura exposição antológica da obra de Zulmiro de Carvalho

Mostra inclui esculturas produzidas durante quase meio século, entre 1967 e 2012.

10.12.14

A Galeria Municipal de Matosinhos inaugura no próximo dia 13 de Dezembro, pelas 17h30, a exposição «Esculturas de 1967-2012», uma mostra antológica da obra de Zulmiro de Carvalho. A exposição, que estará patente até ao dia 31 de Janeiro de 2015, apresenta duas dezenas de peças escultóricas produzidas durante um largo período de tempo, possibilitando, assim, uma visão ampla do trabalho de um dos mais conceituados escultores portugueses da segunda metade do século XX.

Coincidindo com a exposição, será ainda lançado o catálogo «A escultura de Zulmiro de Carvalho: a insubmissão da matéria», com texto da crítica Laura Castro, o qual permite acompanhar o desenvolvimento da obra do artista durante o último meio século. “Associada à linguagem, à estética minimalista e ao movimento minimalista dos anos 60 e 70 do século XX, a obra de Zulmiro de Carvalho propõe-nos coerência, constância e unidade, atributos que lhe chegam, não apenas da homogeneidade formal e da sobriedade da matéria inscritas na tendência assinalada, mas, também, de um entendimento da arte como fenómeno espiritual que se afirmou ao longo do tempo sem vacilações”, considera Laura Castro no texto do catálogo.

Zulmiro de Carvalho formou-se em Escultura pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto, onde foi professor de 1969 a 1995. Pós-graduou-se na St. Martin’s School of Art, em Londres. Foi Bolseiro da Fundação Ca­louste Gulbenkian em Portugal e em Inglaterra. Autor de diversas escultu­ras monumentais na região do Porto e de Matosinhos, mas também na Coreia do Sul, em Macau e na China, Zulmiro de Carvalho participou em inúmeras exposições coletivas e individuais quer em Portugal quer no estrangeiro, e em vários simpósios internacionais de escultura.

“Visitar uma exposição de Zulmiro de Carvalho é uma experiência exigente, uma provação. A sua obra é contida, deliberadamente silenciosa. A interpelação só pode aspirar ao que não está visível, obrigando-nos a adotar um comportamento religioso, porque ritualizado, e a procurar para lá do que se nos apresenta”, explica ainda Laura Castro no texto do catálogo.