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C.M Matosinhos

Centro de Arte Moderna Gerardo Rueda

Guilherme Pinto, Pedro Passos Coelho e José María Aznar inauguram novo equipamento cultural de Matosinhos.
 
14.12.11
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“Matosinhos ambiciona ser o porto das artes”. As palavras foram proferidas pelo Presidente da Câmara Municipal, no Centro de Arte Moderna Gerardo Rueda, inaugurado hoje, dia 14 de Dezembro, e localizado no edifício dos Paços do Concelho.

O Centro de Arte Moderna Gerardo Rueda, “um ponto de encontro para quem procura a experiência e o contacto com a arte contemporânea”, recebeu a visita do Primeiro-ministro, Dr. Pedro Passos Coelho, do Ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Dr. Miguel Relvas, do ex - Presidente do Governo de Espanha, D. Jose Maria Aznar, e do Secretário de Estado da Cultura, Dr. Francisco José Viegas.
 
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O conceito “Mar + Movimento + Cultura”, consignado na fórmula M2C, levou o Executivo, nos últimos seis anos, a investir na “educação sedutora”, nas novas tecnologias, nas indústrias criativas, na cultura, no turismo, na gastronomia. “Matosinhos quer ser a parte mais dinâmica da Área Metropolitana do Porto. Para isso precisava de uma parceria estimulante e competente”, justificou, desta forma, o Dr. Guilherme Pinto, o protocolo estabelecido com a Fundação Gerardo Rueda, em Maio de 2011.

Graças a esta parceria, Matosinhos passa a expor em permanência cerca de 450 obras de autores contemporâneos emblemáticos como Miró, Tápiés, Pablo Serrano, Antonio Saura, além do próprio Gerardo Rueda. Artistas mais recentes, como Susana Solano e Broto, e destacados nomes portugueses, como José de Guimarães, Alberto Carneiro, Nikias Skapinakis, Gerardo Burmester, Albuquerque Mendes ou Noronha da Costa, estão também representados. 
Uma colecção que, segundo o filho e Presidente da Fundação Gerardo Rueda, Jose Luis Rueda, resulta de um trabalho de 50 anos.
 
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Representado nos principais museus do mundo, o famoso pintor e escultor espanhol Gerardo Rueda (1926-1996) teve um percurso artístico, desde o cubismo ao informalismo, passando pelo neoconstrutivismo. Gerado Rueda foi igualmente responsável pela organização de várias colecções privadas e institucionais, como o Museu de Arte Abstracta de Cuenca, de que foi fundador, impulsionador e um dos grandes dinamizadores, e a da Fundacíon Juan March, em Madrid.

O Centro de Arte Moderna divide-se em três núcleos expositivos:
- Antologia de Gerardo Rueda- Composta por 16 obras, apresenta peças de vários períodos da sua produção, com especial destaque para a última fase.
 
- Exposição da Colecção de Arte Moderna Gerardo Rueda- Dedicada a uma parte da sua imensa colecção, na qual são expostas cerca de uma centena de obras, destacando-se nomes como Tápiés, Miró, Fernando Zóbel, Pablo Serrano, Millares, Antonio Saura, e artistas mais recentes, como Susana Solano, Broto, entre outros. Além destes, esta exposição integra nomes de artistas portugueses, como José de Guimarães, Alberto Carneiro, Nikias Skapinakis, Gerardo Burmester, Albuquerque Mendes, e Noronha da Costa.
 
- Exposição temporária de Luís Noronha da Costa- Constituída por cerca de 30 obras e intitulada ‘Noronha da Costa: a transformação da imagem’. Mostra antológica, combina vários períodos da obra do artista que é, de resto, dos mais representados na Colecção de Arte Moderna Gerado Rueda.

“O porto das artes consolida-se com o Centro de Arte Moderna Gerardo Rueda e ganha uma dimensão internacional, tornando obrigatória a visita a este espaço”, sintetizou o Presidente da Autarquia.

O intercâmbio com a Fundação Gerardo Rueda prevê a exibição em Madrid de obras dos pintores portugueses como Augusto Gomes e António Carneiro, “um palco digno da sua obra”, na opinião do Dr. Guilherme Pinto.

Um espectador atento desta exposição foi D. Jose Maria Aznar, amigo pessoal de Gerardo Rueda. O ex- Presidente do Governo Espanhol sublinhou que, em tempos difíceis, e apesar dos problemas que Portugal e Espanha atravessam actualmente, as relações entre ambos são profundas e fortes.

A crise foi também alvo de referência por parte do Primeiro-ministro. O Dr. Pedro Passos Coelho reconheceu que, numa altura de dificuldade, “as artes e a cultura são consideradas supérfluas e dispensáveis”. Todavia, ressalvou que a História demonstra que “as crises económicas foram simultaneamente períodos de intensa criatividade”. O chefe de Governo chamou ainda a atenção para o facto de “as indústrias criativas serem geradoras de valor e de emprego “. “A abertura do Centro de Arte Moderna deve orgulhar os matosinhenses, o Norte e todos os portugueses. A riqueza cultural entre Portugal e Espanha não pode ser desperdiçada. Esta parceria, estou certo, será extremamente frutuosa, e um exemplo a ser imitado por outros”, considerou o Dr. Pedro Passos Coelho.

A inauguração do Centro de Arte Moderna Gerardo Rueda contou com a presença do Vice-presidente da Autarquia, Dr. Nuno Oliveira, do Vereador da Cultura, Fernando Rocha, da Vereadora do Ambiente, Dr.ª Joana Felício, do Vereador da Educação, Prof. António Correia Pinto, a deputada da Assembleia da República, Dr.ª Luísa Salgueiro.
 
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No futuro, o Centro de Arte Moderna Gerardo Rueda será instalado no edifício da antiga Real Vinícola, um local histórico e privilegiado em Matosinhos- Sul, que, para o efeito, será alvo de uma intensa remodelação.

Para já, o Centro de Arte Moderna poderá ser visitado, no edifício dos Paços do Concelho (antiga galeria-nave) de terça a domingo, das 13h00 às 19h00. O ingresso custa 3,5€.
 
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