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C.M Matosinhos

Sismico

Risco natural é o perigo que ameaça um grupo humano, devido a um fenómeno natural. Matosinhos pode estar sujeito a inúmeros riscos naturais como cheias, secas, ondas de calor, vagas de frio, sismos, chuvas ou trovoadas intensas.

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Quais os cuidados que devemos ter perante um destes riscos naturais.

Sismo é um tremor ou vibração da litosfera e acontece quando as rochas que a constituem, sujeitas a forças que as deformam continuamente, fraturam ao longo de uma falha. Podem ter origem tectónica, vulcânica e, mais raramente, antrópica.

Todos os anos ocorrem, em todo o mundo, cerca de 100 sismos com magnitudes entre 6 e 7 graus.

Risco Sísmico é a probabilidade para um período de tempo de referência para que ocorram perdas de vítimas humanas, de bens, afetação da atividade de produção que pode ser expressa em percentagem de perda. Normalmente avalia-se para uma região e resulta da conjugação entre o perigo sísmico e a vulnerabilidade sísmica numa determinada região e num determinado período de tempo.

O perigo identificado pode afetar o território?
O Concelho de Matosinhos situa-se numa zona de baixo risco sísmico, zona de risco VI (escala de Mercalli modificada – 1956) de acordo com a carta de intensidades sísmicas históricas do Instituto de Meteorologia, logo pode afetar o território.

Segundo o zonamento sísmico definido no Dec. Lei n.º 235/83, o território de Matosinhos está sujeito a atividades sísmicas fracas, com apenas 30% da máxima influência sísmica, cujo valor (máximo) se reporta ao Sul do país.

Trata-se de uma ameaça significativa?
De acordo com a definição de zona de risco VI (escala de Mercalli modificada – 1956) e no máximo de grau 6 na escala de Richter.

Para se poder concluir se trata de uma ameaça significativa criou-se uma matriz de risco suportada no grau de gravidade e no grau de probabilidade associados ao risco.

O grau de gravidade foi tipificado pela escala de intensidade das consequências negativas das ocorrências traduzido na seguinte tabela:

Gravidade

Descrição

Residual

Não há feridos nem vítimas mortais.

Não há mudança/retirada de pessoas ou apenas de um número restrito, por um período curto (até doze horas).

Pouco ou nenhum pessoal de apoio necessário (não há suporte ao nível monetário nem material).

Danos sem significado.

Não há ou há um nível reduzido de constrangimentos na comunidade.

Não há impacto no ambiente.

Não há perda financeira.

Reduzida

Pequeno número de feridos mas sem vítimas mortais.

Algumas hospitalizações e retirada de pessoas por um período inferior a vinte e quatro horas.

Algum pessoal de apoio e reforço necessário.

Alguns danos.

Alguma disrupção na comunidade (inferior a vinte e quatro horas).

Pequeno impacto no ambiente sem efeitos duradoiros.

Alguma perda financeira.

Moderada

Tratamento médico necessário, mas sem vítimas mortais.

Algumas hospitalizações.

Retirada de pessoas por um período de vinte e quatro horas.

Algum pessoal técnico necessário.

Alguns danos.

Alguma disrupção na comunidade (inferior a vinte e quatro horas).

Pequeno impacto no ambiente sem efeitos duradoiros.

Alguma perda financeira.

Acentuada

Número elevado de feridos e de hospitalizações.

Número elevado de retirada de pessoas por um período superior a vinte e quatro horas.

Vítimas mortais.

Recursos externos exigidos para suporte ao pessoal de apoio.

Danos significativos que exigem recursos externos.

Funcionamento parcial da comunidade com alguns serviços indisponíveis.

Alguns impactos no ambiente com efeitos a longo prazo.

Perda financeira significativa e assistência financeira necessária.

Crítica

Situação crítica.

Grande número de feridos e de hospitalizações.

Retirada em grande escala de pessoas por um período longo.

Significativo número de vítimas mortais.

Pessoal de apoio e reforço necessário.

A comunidade deixa de conseguir funcionar sem suporte significativo.

Impacto no ambiente significativo e ou danos permanentes.

Perda financeira significativa e assistência financeira necessária.

 

Em Matosinhos e face à carta de intensidades sísmicas históricas do Instituto de Meteorologia o grau de gravidade apresentou-se sempre como residual.

O grau de probabilidade é tipificado pela escala de intensidade das consequências negativas das ocorrências traduzido na seguinte tabela:

Probabilidade

Descrição

Confirmada

Ocorrência real verificada.

Elevada

É expectável que ocorra em quase todas as circunstâncias;

E ou nível elevado de incidentes registados;

E ou fortes evidências;

E ou forte probabilidade de ocorrência do evento;

E ou fortes razões para ocorrer;

Pode ocorrer uma ou mais vezes por ano.

Média-alta

Irá provavelmente ocorrer em quase todas as circunstâncias;

E ou registo regular de incidentes e razões fortes para ocorrer;

Pode ocorrer uma vez em cada cinco anos.

Média

Poderá ocorrer em algum momento;

E ou com uma periodicidade incerta, aleatória e com fracas razões para ocorrer;

Pode ocorrer uma vez em cada vinte anos.

Média-baixa

Não é provável que ocorra;

Não há registos ou razões que levem a estimar que ocorra;

Pode ocorrer uma vez em cada cem anos.

Baixa

Poderá ocorrer apenas em circunstâncias excepcionais;

Pode ocorrer uma vez em cada quinhentos anos ou mais.

A matriz de risco é a relação entre a gravidade das consequências negativas e a probabilidade de ocorrências que reflete, na generalidade, o grau típico de risco, traduzido na seguinte tabela:

Probabilidade/ frequência

Gravidade / Intensidade

Residual

Reduzida

Moderada

Acentuada

Crítica

Confirmada

Baixo

Moderado

Elevado

Extremo

Extremo

Elevada

Baixo

Moderado

Elevado

Extremo

Extremo

Média-alta

Baixo

Moderado

Moderado

Elevado

Elevado

Média

Baixo

Baixo

Baixo

Moderado

Moderado

Média-baixa

Baixo

Baixo

Baixo

Baixo

Baixo

Baixa

Baixo

Baixo

Baixo

Baixo

Baixo

Face ao referido e à matriz de risco apresentada podemos admitir que em Matosinhos o grau de risco sísmico é baixo, uma vez que o grau de gravidade espectável é residual. Assim, o risco sísmico não representa uma ameaça significativa para o concelho.
Não se tratando de uma ameaça significativa não resultam consequências significativas da manifestação do perigo e não se prevê que a população possa ser afetada gravemente pelo perigo.
No entanto, o risco embora de grau baixo existe, pelo que a informação às populações através de ações de sensibilização, principalmente aos jovens das escolas, permitir-lhes-á conhecer melhor este risco, saber como agir aquando de uma manifestação desse risco no seu concelho ou noutro qualquer lugar do mundo, e assim ajudar a mitigar as consequências de um sismo.
Uma vez que não se trata de um risco sign

 

ificativo para o município de Matosinhos não se apresentam cenários.
Com base no descrito, podemos concluir estar na presença de um factor de risco a considerar.

O que fazer em caso de SISMO:

Antes
· Elabore um plano de emergência familiar.
. Certifique-se que todos os seus familiares sabem o que devem fazer em caso de sismo. Deverá prever no plano de emergência familiar um local de reunião no caso dos membros da família se separarem durante o sismo.
· Em sua casa de forma a facilitar os movimentos em caso se sismo, liberte os corredores e passagens, arrumando móveis e vasos, etc.
· Prepare um kit de emergência com, uma lanterna elétrica, um rádio portátil e pilhas de reserva, bem como um extintor e um estojo de primeiros socorros, alimentos e agasalhos.
· Fixe as estantes, os vasos e floreiras às paredes da sua casa e acomode as botijas de gás.
· Ensine a todos as pessoas que vivem em casa como desligar e eletricidade e cortar a água e gás.
· Tenha à mão em local acessível e visível os números de telefone de serviços de emergência.

Durante

Evite o pânico. Mantenha a serenidade e acalme as outras pessoas

Locais mais seguros:
· Vão de portas interiores, de preferência em paredes-mestras, ou cantos das salas.
· Debaixo de mesas, camas e outras superfícies estáveis.
· Afaste-se das janelas, espelhos e chaminés.
· Fique fora do alcance de objectos, candeeiros e móveis que possam cair.
· Fora dos elevadores
· Logo após se abrigar, vá contando alto e devagar até 50.

Se está na rua:
· Dirija-se para um local aberto e amplo, mantenha-se afastado dos edifícios, sobretudo dos antigos, altos ou isolados, dos postes de eletricidade e outros objetos que possam abater-se em cima de si. Enquanto durar o sismo não vá para casa.

Se está num local com grande concentração de pessoas (Interior de edifícios):
· Não se precipite para as saídas. As escadas e portas são pontos que facilmente se enchem de escombros e podem ficar obstruídos por pessoas tentando deixar o edifício.
· Nas fábricas afaste-se das máquinas, pois podem tombar ou deslizar.
· Fique dentro do edifício até o sismo cessar. Saia depois com calma prestando atenção às paredes, chaminés, fios eléctricos, candeeiros e outros objetos que possam cair.

Depois
· Não se precipite para as escadas ou saídas. Nunca utilizar os elevadores.
· Não fume, não acenda fósforos ou isqueiros. Pode haver fugas de gás ou curto-circuitos.
. Utilize lanternas a pilhas.
· Corte a água e o gás, e desligue a eletricidade.
· Verifique se há feridos e preste os primeiros socorros se estiver capacitado; chame as equipas de socorro.
· Não beba água de recipientes abertos.
· Ligue o rádio e siga as recomendações que forem difundidas.
· Não reocupe edifícios com grandes estragos, nem se achegue a estruturas danificadas. Evite circular em locais onde haja fios elétricos soltos muito menos tocar em objetos metálicos que se encontrem em contato com eles.

Se está junto ao litoral:
· Em caso de suspeita ou aviso de tsunami desloque-se de imediato para uma zona alta, pelo menos 30 metros acima do nível do mar, afastado da costa.