Passar para o Conteúdo Principal
C.M Matosinhos

Orquestra de Jazz de Matosinhos

 

A História

Criada em 1999 com o apoio da Câmara Municipal de Matosinhos, a Orquestra Jazz de Matosinhos (OJM) tem vindo a afirmar-se como uma das formações mais dinâmicas do atual jazz português. Sob a direção de Carlos Azevedo e Pedro Guedes e constituída por alguns dos melhores músicos de jazz da região norte do país, a orquestra desenvolve hoje uma linha de orientação que privilegia, por um lado, a criação de um repertório próprio e, por outro lado, a organização de projetos específicos para os quais vem convidando solistas e maestros de relevo internacional.
Entre esses projetos, destacam-se o concerto de encerramento da Porto 2001, com obras de autores portugueses, a recriação em conjunto com o Remix Ensemble (2002) de Sketches of Spain, obra de referência da parceria Miles Davis/Gil Evans, e os sucessivos convites a solistas, compositores ou maestros de prestígio, como Ingrid Jensen,Bob Berg, Conrad Herwig, Mark Turner, Rich Perry, Steve Swallow,Gary Valente, Dieter Glawischnig, Carla Bley ou Stephan Ashbury.
2006 e 2007 são anos de progressos importantes quanto a uma crescente presença da OJM em concertos e festivais nacionais e internacionais, surgindo a público as suas primeiras edições em disco – Orquestra Jazz de Matosinhos Invites: Chris Cheek (Fresh Sound New Talent) e Portology (Omnitone) – contando esta com a participação especial de Ohad Talmor (direção e arranjos) e Lee Konitz (solista principal) num repertório totalmente composto por obras inéditas ou grandes clássicos do conceituado mestre.
 
Na sequência da gravação destes dois discos, multiplicam-se os concertos de divulgação do repertório de ambos nas principais salas nacionais, destacando-se ainda neste âmbito o convite que foi endereçado à OJM pelo próprio Lee Konitz para a sua participação num concerto especial integrado no JVC Jazz Festival (Carnegie Hall, julho de 2007) e comemorativo do 80º aniversário do grande saxofonista. Sublinhe-se ter sido esta a primeira vez que uma formação instrumental portuguesa participou num festival de jazz desta dimensão nos EUA, seguindo-se ainda uma atuação no clube Jazz Galery, também de Nova Iorque. Confirmando o êxito da sua primeira apresentação em Nova Iorque, a OJM foi já convidada para nova atuação com Lee Koniz naquela cidade, em janeiro de 2009, desta vez no conhecido clube Jazz Standard.
 
Ainda significativa quanto à diversificação da atividade e rumo assumidos pela OJM, foi a decisão de desenvolver durante o ano de 2007, com prolongamento para 2008, um conjunto de projetos específicos dedicados ao repertório de compositores e arranjadores de referência.
O primeiro destes projetos – Thad Jones & Bob Brookmeyer - Do Classicismo à Modernidade – concretizou-se em dois concertos realizados na Casa da Música (Porto) e no Teatro Municipal (Almada), contando com a participação de três solistas norte-americanos: Rich Perry, Nick Marcione e John Riley.
 
Depois, foi a vez do jazz para grande orquestra do país vizinho ser pela primeira vez divulgado em Portugal num concerto especial – E a Espanha Aqui tão Perto – realizado na Casa da Música (julho, 2007) e que contou com a participação de Perico Sambeat como solista principal.
 
Convidada pelo ciclo Jazz no Parque (Serralves) e procurando sempre novos desafios e uma diversificação estética, a OJM apresentou ali, também em julho, um outro projeto exigente – John Hollenbeck ou Uma Nova Ideia de Big Band – para o qual convidou, como solista e diretor da orquestra, o destacado baterista norte-americano, um dos valores mais criativos do novo jazz para grande orquestra.
 
A encerrar o ciclo de concertos especiais de 2007, a OJM foi o suporte orquestral para o regresso da cantora norte-americana Dee Dee Bridgewater ao formato com que esta iniciou a sua carreira, a big band,num concerto realizado em dezembro na Casa da Música e intitulado A voz cantada: o instrumento mais antigo do jazz.
 
No ano de 2008, para além de vários concertos de divulgação do álbum gravado com a colaboração de Chris Cheek, a OJM prosseguiu a apresentação pública da obra de destacados compositores e arranjadores, com a importante presença de Jim McNeely (piano e direção da orquestra) na interpretação de várias obras suas no Matosinhos em Jazz 2008 e um outro concerto realizado no CCB de Lisboa e preenchido com obras para big band de autores portugueses.
 
Em julho desse mesmo ano decorreram as atuações com um novo convidado especial, o grande guitarrista norte-americano Kurt Rosenwinkel, nos Encontros de Jazz de Oeiras e na Casa da Música.
 
A OJM foi ultrapassando fronteiras e atuou em Bruxelas, Milão e em Nova Iorque, no Carneggie Hall, no JVC Jazz Festival.
 
2009 foi um ano em que o Cine-Teatro Constantino Nery foi um palco privilegiado dos concertos da OMJ.
 
E 2008 culminou com o concerto comemorativo da reabertura do renovado Cine-Teatro Constantino Nery (Matosinhos), no qual a orquestra estreou o novo repertório e teve como solistas principais três saxofonistas-tenores de primeiro plano: os seus já conhecidos Chris Cheek e Ohad Talmor e ainda Joshua Redman.

http://www.ojm.pt/pt/