Passar para o Conteúdo Principal
C.M Matosinhos

Relatório de Atividades e de Gestão

Relatório de Atividades e de Gestão 2016

 
Já falta menos de meio ano para terminar o presente mandato autárquico e, por isso, vai sendo tempo de começar a fazer contas ao muito que se fez durante estes quase quatro anos em que Matosinhos deu sequência a um projeto político que se propunha modernizar o concelho, requalificar os seus espaços públicos e afirmar Matosinhos como um importante centro de inovação, criatividade e produção cultural. Só os mesmo muito distraídos não terão reparado que, garantindo a continuidade das políticas sociais que sempre foram uma imagem de marca do concelho, bem como o equilíbrio das contas municipais, fomos agora capazes de dar um importante salto em frente.

Cumprindo o desígnio tantas vezes reiterado por Guilherme Pinto, Matosinhos já não é só a lota e os preconceitos a ela associados. Mudámos a imagem institucional da cidade (e a dos nossos mercados), beneficiando também da parceria estratégica que mantemos com a ESAD, mas, muito mais importante do que a cosmética, afirmámos Matosinhos como centro de cultura, dinamismo económico e requalificação. Durante o ano de 2016 fomos não apenas a Capital da Cultura do Eixo Atlântico, conferindo ao evento uma dimensão e uma visibilidade que nunca tinha tido, mas vimos crescer o número de empresas instaladas no concelho e diminuir o desemprego.

Abrimos as portas, também durante o ano de 2016, da nova Casa do Design e do espaço ESAD Idea da Rua Brito Capelo, concretizando não só a aposta de Matosinhos na assunção do design como uma atividade fundamental para a modernização da cidade e para a sua renovação demográfica, mas também mais um passo no processo de requalificação do centro da cidade, que agora já conta com um plano estratégico de reabilitação urbana.

Mas fizemos muito mais.

2016 foi também um ano decisivo para o avanço de um conjunto de importantes intervenções de requalificação do espaço público de Matosinhos. Inaugurámos a nova Praça da Sete Bicas, na Senhora da Hora, a renovada Rua Alfredo Cunha e a Broadway (outro sonho antigo da cidade), reabilitando igualmente dezenas de ruas e passeios, tendo em vista melhorar a qualidade de vida aos matosinhenses e de quem nos visita. Iniciámos ainda a intervenção urbana que vai revolucionar toda a zona da restauração e, de igual modo, avançaram os processos para a criação de um conjunto de novas praças públicas para a consolidação da cidadania de Matosinhos. O homem que ousou sonhá-las, Guilherme Pinto, dará o nome a uma delas.

Com 20 anos de vida, o Museu da Quinta de Santiago afirmou-se como um espaço cultural de referência regional e a nossa Orquestra Jazz de Matosinhos conquistou plateias na Europa e nos Estados Unidos da América. Prestámos homenagem a dois dos mais ilustres filhos da terra, os irmãos Passos, e fizemo-lo com uma obra de arte da autoria de um dos mais destacados artistas plásticos nacionais, Julião Sarmento, do qual também acolhemos uma exposição na Galeria Municipal. Fizemos avançar as obras de requalificação do antigo quarteirão da Real Vinícola, aguardadas há décadas, e apresentámos na Bienal de Veneza a programação inicial da Casa da Arquitectura - Centro Português de Arquitectura, que será a principal âncora do futuro quarteirão cultural. E também acolhemos em Matosinhos duas importantes conferências de âmbito internacional, dedicadas à violência em contexto familiar e ao “cluster” económico que o nosso mar há de fazer erguer.

É sempre possível fazer mais (ou dizer que se pode fazer mais). Matosinhos, porém, já ultrapassou o momento em que ainda se podia discutir se o copo estava meio cheio ou meio vazio. A obra está feita, é muita e não nos deixa mentir.