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C.M Matosinhos

Relatório de Atividades e de Gestão

Relatório de Atividades e de Gestão 2017

imagemSe a analogia me é permitida, o exercício de funções públicas pode e deve ser comparado com uma prova de estafetas, em que participamos herdando o testemunho de quem nos precedeu e nos esforçamos para entregá-lo em boas condições a quem fará o percurso seguinte. Todos juntos, com responsabilidade e sentido de serviço público, fazemos o melhor possível para alcançar o objetivo de melhorar a qualidade de vida daqueles que nos confiaram esta tarefa.

Tendo sido eleita e tomado posse no último trimestre do ano passado, as concretizações da Câmara Municipal de Matosinhos no ano de 2017 resultaram, em grande medida, do trabalho e da visão programática da equipa autárquica liderada por Guilherme Pinto. Persistindo, pois, na analogia, mas afastando-me já dela, o testemunho que recebi deve orgulhar todos os matosinhenses: somos parte de um concelho reconhecidamente dinâmico, vibrante, ousado, criativo, solidário e progressivamente capaz de se afirmar nacional e internacionalmente.

Creio não cometer nenhuma injustiça se apontar a inauguração da Casa da Arquitectura-Centro Português de Arquitectura como um dos momentos mais altos do passado recente de Matosinhos. Num ato de pura ousadia, mas também de responsabilidade cívica e cultural, Matosinhos foi capaz de criar uma instituição de âmbito nacional e que será determinante para o estudo, a preservação e a divulgação do riquíssimo património arquitetónico português, constituindo, ao mesmo tempo, uma casa a partir da qual se vê a arquitetura (e a cultura) do mundo.

Esta notável concretização de Matosinhos, que permitiu também devolver à cidade e ao concelho um dos mais significativos edifícios do seu passado industrial, aconteceu num ano em que a Câmara Municipal de Matosinhos foi capaz de manter a aposta nas áreas sociais – nomeadamente na requalificação urbana e da habitação social, e no aprofundamento de um projeto educativo cujo mérito, pioneirismo e qualidade são inequivocamente reconhecidos –, tendo ainda conseguido materializar a modernização da Estação de Tratamento de Águas Residuais do concelho, doravante dotada de condições para garantir ainda mais qualidade às nossas águas balneares e às nossas praias.

As praias de Matosinhos, que há vários anos ostentam a Bandeira Azul, são, de resto, um dos mais importantes ativos do concelho, fundamental, por exemplo, para que o número de turistas que nos visitam tenha registado um acréscimo retumbante. Se o aferirmos apenas pelo  número de atendimentos efetuados nos nossos postos de turismo, o número de visitantes em Matosinhos cresceu 75% no ano passado, cifra alavancada pelo turismo ligado ao surf, pelo prestígio da nossa gastronomia (que conta agora também com uma Estrela Michelin) e pela profunda requalificação levada a cabo nos quarteirões onde está concentrada esta atividade, sem esquecer a importância dos percursos religiosos, patrimoniais e culturais, com particular destaque para os Caminhos de Santiago e para o Senhor de Matosinhos, mas também para outros fatores que nos diferenciam, como o design e a arquitetura.

Este crescimento do turismo tem sido também responsável pela criação de emprego e pela geração de riqueza no concelho, beneficiando, deste modo, a qualidade de vida dos matosinhenses.

O dinamismo e a notoriedade de Matosinhos surgem, pois, como uma decorrência de um conjunto de apostas realizadas nos anteriores mandatos autárquicos. Não posso nem devo esquecer, entre os momentos felizes do ano de 2017, aquele em que o Governo Português reconheceu o mérito cultural da Orquestra Jazz de Matosinhos, no ano em que se assinalou o vigésimo aniversário da big band que leva o nome da nossa cidade a todo o mundo, nem o sucesso da exposição que assinalou o décimo aniversário da Rede de Museus de Matosinhos, apoiada pela autarquia de modo indefetível.

A articulação com os municípios da Frente Atlântica do Porto permitiu ainda consolidar a aposta, por exemplo, num grande festival de dança de nível internacional, tendo igualmente sido apresentado o projeto de realizar a partir do próximo ano, em parceria com a Câmara Municipal do Porto, uma bienal internacional de design que constituirá mais um passo para a afirmação de Matosinhos como um concelho de criatividade e cultura.

Num momento da História em que a competitividade das cidades constitui um fator fundamental para a atração de investimento e riqueza, a notoriedade alcançada por Matosinhos tem, assim, permitido alavancar também importantes concretizações no campo da economia, potencialmente geradoras de mais emprego, mais progresso e mais qualidade de vida. A captação deste investimento constitui, todavia, um desafio e um trabalho que nunca está terminado, havendo ainda uma grande margem de progressão e de aprofundamento.

É necessário robustecer, desde logo, os setores mais tradicionais da economia local, mas também garantir que Matosinhos estará na vanguarda do desenvolvimento e do crescimento do cluster do mar, das energias renováveis e da mobilidade limpa. Contamos, para isso, com o projeto Living Lab, que conquistou, pela sua qualidade, o apoio do Governo, mas também com a futura concretização do Corredor Verde do Leça, cujas linhas gerais foram apresentadas também em 2017 e que agora começaremos a executar.

Fá-lo-emos, como até aqui, apostados em manter a sustentabilidade financeira e económica da Câmara Municipal de Matosinhos. As contas de 2017 encerraram com uma poupança corrente de 25 milhões de euros e com um resultado líquido positivo (e mesmo superior ao do ano de 2016). São excelentes condições, capazes de garantir que a estafeta do progresso do concelho pode continuar na pista do sucesso.

A Presidente da Câmara

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Luísa Salgueiro