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C.M Matosinhos

Plano de Atividades e Orçamento

Plano de Atividades e Orçamento 2018

Mensagem da Presidente

O exercício orçamental de uma instituição pública constitui um exercício, muitas vezes difícil, de retribuição e devolução à comunidade daquilo que resulta do pagamento dos seus impostos. Procura-se, com os fundos disponíveis, criar condições para que os cidadãos vejam melhorada a sua qualidade de vida, intervindo, para isso, aos mais diversos níveis, da Educação ao Ambiente, passando pela Cultura, pela Ação Social, pelo Urbanismo, pela Habitação ou pela promoção das atividades económicas.

O Plano de Atividades e o Orçamento da Câmara Municipal de Matosinhos para 2018 não foge a esta regra. Dá continuidade ao esforço para afirmar Matosinhos no contexto nacional e internacional, apostando na excelência, na ousadia e na criatividade, mas também na solidariedade, na inclusão e na criação de condições que permitam criar riqueza e mais e melhor emprego para os matosinhenses. Só assim teremos um concelho participado por todos, vivido por todos, assumido por todos e capaz de criar conhecimento e riqueza, única forma de melhorar a vida que temos.

Para além dos indicadores que aferem a qualidade de vida dos cidadãos, o sucesso das comunidades urbanas mede-se, nos nossos dias, pela capacidade de atrair investimento e de criar condições para que as empresas percecionem num determinado território as condições ideais para aí se instalarem e permanecerem. Este objetivo depende hoje, e cada vez mais, de uma grande multiplicidade de fatores, da qualidade do espaço urbano à oferta cultural, aos quais é necessário estar permanentemente atento.

A Câmara Municipal de Matosinhos procurará, por isso, dar continuidade ao trabalho de qualificação humana e urbana iniciado nos mandatos anteriores, cuidando de assegurar melhores resultados escolares, melhores condições de mobilidade e melhor limpeza, de modo a que os matosinhenses possam desfrutar da sua cidade, mas também para que mais empresas, e melhores empresas, possam continuar a instalar-se no concelho.

As empresas modernas e eficientes – não apenas mais limpas e mais inteligentes, mas também capazes de gerar maior valor acrescentado para a economia do concelho e do país – procuram instalar-se em territórios que garantam aos seus trabalhadores boas escolas, bons restaurantes, bons acessos, espaços públicos de qualidade e uma oferta diversificada para a ocupação dos tempos livres, seja com a cultura, o desporto ou o lazer mais despreocupado do comércio. Matosinhos percebeu-o há vários anos.

Consolidou um parque escolar cuja excecional qualidade é unanimemente reconhecida, oferece uma programação cultural de exceção, promove e procura melhorar as condições do nosso famoso bairro dos restaurantes, criou instalações desportivas modernas, desenvolveu condições únicas para a fruição da orla costeira e procura fazer-se notada nacional e internacionalmente graças à dinamização e ao apoio a instituições como a Casa da Arquitectura-Centro Português de Arquitectura, a Orquestra Jazz de Matosinhos, o Quarteto de Cordas de Matosinhos, a Casa do Design ou o Ceiia-Centro de Excelência para a Investigação da Indústria Automóvel e Aeronáutica.

Persistiremos, por isso, no aprofundamento desta estratégia. Para além de consolidar a aposta na Casa da Arquitectura – cuja enorme visibilidade mediática é fundamental para a estratégia de atração de investimento no concelho – e na criação de uma bienal internacional de design, a Câmara Municipal de Matosinhos dará início em 2018 ao processo de criação do Corredor Verde do Leça, que criará ao longo das margens um percurso destinado ao desporto, ao lazer e à fruição ambiental. Honrando outro compromisso firmado com os matosinhenses, começaremos também a desenvolver o projeto do Museu do Mar e da Indústria Conserveira, que preservará e mostrará o nosso património e as nossas tradições, projetando-os para o futuro e sinalizando claramente que Matosinhos pretende estar na vanguarda de um modelo económico de base marítima, assente no conhecimento e no equilíbrio ambiental.

Graças à boa gestão financeira dos últimos anos, que também manteremos, será ainda possível beneficiar todas as famílias e investidores que são proprietários de imóveis em Matosinhos, reduzindo o IMI e persistindo na atribuição de benefícios fiscais às intervenções de requalificação urbana, cujos frutos começam já a ser bem evidentes.

A execução deste orçamento permitirá a Matosinhos chegar ao final de 2018 mais coeso, com mais justiça social, mais qualidade de vida, mais emprego e melhores rendimentos para os matosinhenses. Teremos, deste modo, devolvido à comunidade o dinheiro que ela nos confia, aplicando-o de modo reprodutivo, equitativo e ambicioso.

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Luísa Salgueiro, presidente da Câmara Municipal de Matosinhos

 


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