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C.M Matosinhos

Juventude

Juventude
20070727181006861533.jpgO vasto leque de ações desenvolvidas pela Câmara Municipal de Matosinhos em matéria de política de juventude foi concebido e tem vindo a ser concretizado a partir de três eixos basilares.
Aproveitando a experiência acumulada, privilegiámos os vetores da diversidade, da descentralização e da dinamização, enquanto pontos nodais das estratégias de envolvimento da população juvenil.
Uma das orientações primordiais consiste na idealização de ações por forma a ir de encontro à multiplicidade e heterogeneidade de gostos e apetências que caracterizam as distintas vivências juvenis.
 
Uma vez que a diversidade sociográfica dos públicos juvenis de Matosinhos reside, entre outros fatores, na sua distribuição residencial, a coordenada espacial prefigura-se, como uma das referências inalienáveis no processo de conceção e planificação da política de juventude. A heterogeneidade do espaço social permite a valorização das especificidades e singularidades das diferentes freguesias e lugares de Matosinhos.
 
Deste modo, a política camarária, apostando na autonomia dos agentes locais, assume-se como uma “estrutura de chapéu”, ou seja, como uma entidade destinada a dinamizar a ação “daquilo que já existe” e a fornecer as melhores condições de atuação possíveis às entidades locais emergentes.
 
A concretização dos desígnios desta política de juventude implica, contudo, um esforço de interpenetração entre os três referidos eixos basilares - diversidade, descentralização e dinamização. A transversalidade permite, ainda, contrariar a ideia pré-concebida de que as dimensões da formação, da informação e da animação se movem por lógicas totalmente autónomas e se jogam em “tabuleiros” separados. Com efeito, a conceção de políticas diversificadas, descentralizadas e dinamizadoras viu-se consubstanciada numa lógica inter-atuante entre os domínios formativo, informativo e de animação.
 
No que concerne à programação efetiva, tem-se procurado agregar as virtualidades dos eventos passados, inovando-os e dotando-os de maior abrangência. Se, por um lado, é muito importante delinear estratégias de alargamento dos públicos “consumidores” de cultura (sobretudo em faixas mais carenciadas da população), por outro, é fundamental manter a aposta no sentido do alargamento do próprio universo dos criadores culturais.
 
Com o propósito de preparar o desenvolvimento integrado e sustentado dos jovens, com condições sócio-culturais diferenciadas, colocou-se ao seu dispor os meios que garantam igualdade de oportunidades no acesso à informação, à formação, à animação, à cultura, ao conhecimento, ao entretenimento e ao lazer.
 
É grande a esperança que as propostas continuem a ir de encontro aos anseios e aspirações da população juvenil do nosso concelho. Todavia, apenas com o seu envolvimento real é que pudemos e poderemos continuar a colocar cada vez mais alta a “fasquia” da nossa política juvenil.
 
É de realçar o trabalho desenvolvido pelos membros do Conselho Consultivo da Juventude , órgão no qual têm assento representantes de todas as associações do Concelho e que desde sempre, tem desempenhado um papel ativo e imprescindível no desenvolvimento das políticas de juventude. A criação do Conselho Consultivo da Juventude , que está na génese de todas estas ações, foi pioneira no país e está a dar excelentes frutos.
 
Num segundo momento evoluiu-se para a criação de espaços especialmente destinados ao público juvenil, abrindo a primeira Casa da Juventude em finais de 1997, numa zona bem central do Concelho: a Casa da Juventude de Matosinhos. Avaliado o sucesso deste equipamento abriram outros que, em locais distintos do Concelho, permitem servir melhor os jovens e materializam o princípio de descentralização que sempre norteou a política da Divisão da Juventude, a Casa da Juventude do Chouso , em Santa Cruz do Bispo e a Casa da Juventude de S. Mamede de Infesta no Edifício da Nova Centralidade.
 
Estes equipamentos, pretendem constituir-se como espaços dinâmicos, aptos a mobilizar e envolver as populações juvenis. O esforço de descentralização permite melhorar o quotidiano de muitos jovens que residem afastados do centro de Matosinhos, criando-se, nas Casas, um ambiente de troca de experiências vivenciais claramente positivo.