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C.M Matosinhos

Joaquim Queirós lança “O rapaz do 147”

Quarto livro do jornalista é uma autobiografia dos seus 80 anos.

22.04.14

Com este livro, estou a pôr as contas em ordem do meu destino. Estou a fazer o inventário da minha vida”, disse Joaquim Queirós, na apresentação da sua autobiografia “O rapaz do 147”, dia 21 de abril, dia em que completou 80 anos de vida na companhia da sua família e de muitos amigos que encheram o Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Citando Miguel Torga e Gabriel Garcia Marquez, Joaquim Queirós decidiu, neste livro, que é “um filme de 80 anos”, “compartilhar o que fui e o que sou naquele que será o último trabalho da minha existência e que marca a partida para a reta final da minha existência”.

Joaquim Queirós nasceu em 1934, em Matosinhos, começando cedo a sua colaboração em jornais e revistas.

Menino pobre, mas filho de gente honrada. Trabalhei, estudei e escrevi”, conta.

Em Novembro de 1972 tornou-se jornalista profissional, afirmando-se em periódicos como o “Jornal de Notícias” e “O Comércio do Porto”, subindo os diversos patamares da hierarquia desta profissão e tendo sido diretor deste último, um jornal centenário.

Fundou e dirigiu, durante 10 anos, o trissemanário “A Gazeta dos Desportos” e, em 1993, fundou o jornal “Matosinhos Hoje”, considerado, em 1995, pelo Clube de Jornalistas de Lisboa, como o melhor jornal regional português.

Recebeu o prémio de jornalismo Joaquim Alves Teixeira, instituído pelo Governo, em 1982.

Foi distinguido, pelo Governo de Cavaco Silva, com a Medalha de Mérito Desportivo pelo seu desempenho na área da comunicação social.

Jornalista e escritor, Joaquim Queirós assumiu, entre 1989 e 1993, o cargo de Vereador na Câmara Municipal de Matosinhos. Em 2013, foi galardoado pela Autarquia com a Medalha de Mérito Dourada.

Na sessão de apresentação do seu último livro, Joaquim Queirós não esqueceu a família, a mulher com quem está casado há 60 anos, os seus cinco filhos e oito netos.

Isabel Lago, professora e investigadora, foi, durante sete anos, a convite de Joaquim Queirós, cronista do “Matosinhos Hoje”. “Mal nos conhecemos, inauguramos a palavra amigo”, revelou. Entre os episódios do livro agora apresentado, destaca a escola dos Sinos, a experiência de Joaquim Queirós como aprendiz de alfaiate, as festas do Orfeão de Matosinhos, as montras das lojas da Rua Brito Capelo, entre muitas outras. “Este livro é o olhar pessoal sobre Matosinhos e os seus habitantes. É um livro de uma vida e de muitas gerações. É um manual de história local indispensável. Parte de um todo que a todos nos pertence”, concluiu.

Também o Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos celebrou o seu aniversário no mesmo dia, mas salientou que “a vida do Joaquim Queirós é uma vida muito intensa”, tendo assistido ao final da Segunda Guerra Mundial, ao início da Guerra Colonial e à Revolução do 25 de Abril. “Não sou dos pessimistas militantes. O nosso destino depende de nós. O Joaquim Queirós assistiu a tudo, mas recusou-se a ficar em casa e a dizer mal de tudo. Hoje somos um país completamente diferente. O Joaquim Queiros fez o seu futuro. Vi-o muitas vezes angustiado, mas é da cepa dos bons portugueses. Ele é um grande exemplo de um matosinhense que nunca desistiu. Na desistência não há futuro”, afirmou o Dr. Guilherme Pinto.

A sessão de apresentação do livro “O Rapaz do 147” contou ainda com a presença do Vice-presidente da Autarquia, Dr. Eduardo Pinheiro, o Vereador da Cultura, Fernando Rocha, o Vereador dos Transportes e Mobilidade, Dr. José Pedro Rodrigues, a administradora da Matosinhos Sport, Engª. Helena Vaz, a deputada da Assembleia da República, Dr.ª Luísa Salgueiro, o presidente da União de Freguesias de Perafita, Lavra e Santa Cruz do Bispo, Rodolfo Mesquita, o ex-presidente da Assembleia Municipal, Dr. Soares de Oliveira, o treinador de futebol Henrique Calisto, o presidente do Leixões, Carlos Oliveira, entre muitas outras figuras de Matosinhos.

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