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C.M Matosinhos
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2084: O Triunfo sobre os Porcos

Texto e Encenação de Castro Guedes | Com Rui Spranger, Sandra Salomé, Filomena Gigante e Daniela Jesus

09.02.19

Sinopse:

Estamos algures para lá do ano de 2084. A morte é um tabu porque se criou a ideia da eternidade do Homem baseada nos avanços tecno-biónicos e na redução demográfica drástica. Restam alguns serviçais (em breve a serem substituídos por inteligência artificial de última geração; e os ‘caídos’ que são perseguidos e desprezados, mas a quem a Igreja acolhe à noite nas capelas, por compaixão e defesa da vida humana no meio de uma sociedade ultra-individualista e amoral. Já não há, entre os poderosos, procriação natural, mas encomendas de bebés com orelhas de canguru ou outras bizarrias. O sexo deixou de ser expressão de amor ou jogo de afectos para ser um dever social, sobretudo valorizado pelo incesto.

Neste quadro de fundo, dois irmãos (Apolo e Rasputina) aguardam o disfarce do cadáver do pai para sair para a rua como se fosse para a Gronelândia exterminar pinguins! Acompanha-os uma prima a quem extraíram metade dos tímpanos, porque ‘tinha manias’ de ouvir coisas que não devia e puseram-lhe implantes de infravermelhos para ver melhor… Registada com o nome de Magdala ‘porque as magdalenas estavam esgotadas’, acrescenta por si mesma o nome “de Maria”; de vez em quando entra numa espécie de transe e diz coisas, para eles sem sentido, com uma convicção que mistura conceitos cristãos com doutrinas marxistas e a evocação de artistas, numa certa dislexia verbal. Passa também por cena, para uma sessão sadomasoquista (banalizada como coisa divertida naquelas vivências) uma tal Hedónica, viúva do general Daesh! Todavia, no final…

Numa estética ousada e “exquisita” (como o próprio autor do texto e da encenação lhe chama), misturam-se técnicas da biomecânica meyerholdiana na representação com uma ironia de um diálogo surrealizante e carregado de neologismos e palavras de carácter conotativo, como só a língua portuguesa permite levar tão longe. O que faz de uma distopia trágica um repositório de humor que se aproxima dos ‘disparates’ dos Irmãos Marx e o cinismo de Sacha Guitry…

Preço dos bilhetes 7,50€. Para crianças até aos 14 anos, estudantes e maiores de 65 anos: 5€, Desconto de 20% para compras superiores a 10 bilhetes.

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Horário:

21h30

Local:
Teatro Municipal de Matosinhos Constantino Nery

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