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C.M Matosinhos

Programação nos Espaços

Serviço Educativo no Museu da Quinta de Santiago

 

VISITAS ESPECIAIS:

 

Visitas teatralizadas

Quando os patrões estão fora, dia santo na loja!

 

Os serviçais

O mordomo Baptista

O chefe dos criados da Casa conhece todos os (re)cantos do edifício. Sério, discreto, conhecedor da história da Família Santiago. Oriundo de Matosinhos,imagem concelho d’ orgulho, na casa dos seus amos, com que extraordinária sinceridade, solta, numa fúria, o historiador dentro de si.

(…) E o mordomo bendito, abrindo largamente os dois batentes, anunciou: – Monseigneur est servi! Na mesa, que pelo esplendor das orquídeas mereceu os louvores ruidosos de Sua Alteza, fiquei entre o etéreo poeta Dornan e aquele moço de penugem loura que balouçava como uma espiga ao vento. (…)

A Cidade e as Serras, Eça de Queiroz

Conchita, a criada espanholita

imagemConchita é aia andaluza da mulher de Dinis Santiago, Mari de Carmen Navarro.imagemA sua presença nesta casa é marcada pelo taptap no soalho: tão aficionada do baile que até dorme de sapatos, sempre preparada para um repente de salero que surja a horas tardias. Pela comida caliente torna-se próxima a Gervásio, e é ela a professora de Rosa Maria, ensinando-a a ler e escrever em “portunhol”.

El campo
de olivos
se abre y se cierra
como un abanico.
(…)

Paisaje, Frederico Garcia Lorca

 

Gervásio, o cocheiro

Gervásio é um “torna-viagem”, natural de Matozinhos, cidade do estado de Minas Gerais que possui um templo dedicado ao Senhor de Matosinhos. Popular,imagem bem-disposto, amante da pinga e de caldo requentado, este trabalhador moço da Casa, com sentimentos em pleno viço, conhece bem o concelho, seus bailes e moças lavadeiras.

(…) Uma das causas, ou antes a causa da greve é que os cocheiros querem ser funccionarios públicos. Nem mais, nem menos. A sua pretenção é que a munici- palidade de Pariz se torne proprietária das tipóias de praça e que elles passem, portanto, a ser empre- gados municipaes, com ordenado e aposentação. Cada carruagem constituirá assim uma verdadeira repartição de que o cocheiro será, a todos os respeitos, o director geral. (…)

Ecos de Paris, Eça de Queiroz

 

Rosa Maria, a criada

imagemRosa Maria serve a família Santiago faz tempos, desde muito nova. A mãe dela é a cozinheira dos Santiago. Sabe ler e escrever por iniciativa da Senhora Maria Carolina, que a ensinou.
É indolente em algumas tarefas da casa mais meticulosas - como polir pratas e dispor a mesa do jantar. Atenta aos pormenores que se relacionam com a vida alheia, conhecida de muitas criadas de outras casas, desvenda a Dona Maria os mil e um detalhes do quotidiano da nobreza e burguesia de Leça.

(…) Tinha para isso muitas razões, dizia: dormia num cubículo abafado; ao jantar não lhe davam vinho, nem sobremesa; o serviço dos engomados era pesado; Jorge e Luísa tomavam banho todos os dias, e era um trabalhão encher, despejar todas as manhãs as largas bacias de folha; achava despropositada aquela mania de se porem a chafurdar todos os dias que Deus deitava ao mundo; tinha servido vinte amos e nunca vira semelhante despropósito! (…)

O Primo Basílio, Eça de Queiroz

 

Os nobres e os burgueses

 

Nicola, o arquiteto

Nicola Bigaglia é veneziano e professor de modelação ornamental. Arquiteto decorador com horror ao vazio, conheceu João Santiago aquando daimagem encomenda da Casa de Vila Franca, tendo mantido extensa correspondência com o seu cliente. A sua obra é sinónimo de fantasia determinada em harmonia, sendo o ecletismo o mote do seu carnaval.

(…) Aqui [em Portugal] importa-se tudo. Leis, idéias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilo, indústrias, modas, maneiras, pilhérias, tudo nos vem em caixotes pelo paquete. A civilização custa-nos caríssima, com os direitos da Alfândega: e é em segunda mão, não foi feita para nós, fica-nos curta nas mangas...
(…)

Os Maias, Eça de Queiroz

 

imagemJoana Vasconcelos e Sousa, a amiga

A amiga futurista de Dona Maria Carolina vem de Paris dos anos 20. É moderna, sufragista e adepta do chique chique a valer. Conhece bem os meandros artísticos de Leça, nas artes plásticas e na literatura. Altiva e segura de si, uma verdadeira independente.

(…) Não sei, é verdade, se talvez as mulheres amem as revoltas. Não valemos mais que os homens, mas o poder não nos corrompeu ainda. (…)
A Comuna, Louise Michel

 

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João Santiago de Carvalho e Sousa, o proprietário

Aristocrata minhoto, doutor em leis, político e monárquico convicto, considera-se o último grande romântico português, como o comprova a história de amor que viveu com Maria Carolina Magalhães, sua esposa. De espírito rebelde e guerreiro não enjeitava um bom duelo. Homem inteligente, culto e empreendedor, tem o rasgo de mandar construir a Casa de Santiago, em Leça da Palmeira, com o risco do célebre arquiteto italiano Nicola Bigaglia, embora sob sua orientação.

Ser espirituoso é metade de ser diplomata. (...) O espírito move tudo e não responde por coisa alguma: ele é a eloquência da alegria, e o entrincheiramento das situações difíceis: salva uma crise fazendo sorrir: condensa em duas palavras a crítica de uma instituição: disfarça às vezes a fraqueza de uma opinião, acentua outras vezes a força de uma ideia: é a mais fina salvaguarda dos que não querem definir-se francamente: tira a intransigência às convicções, fazendo-lhes cócegas: substitui a razão quando não substitui a ciência, dá uma posição no mundo, e, adoptado como um sistema, derruba um império. E, sobretudo pelo indefinido que dá à conversação, ele é a arma verdadeira da diplomacia.

Uma Campanha Alegre, Eça de Queiroz

Visitas teatralizadas

Câmara Municipal
Presidente
Luísa Salgueiro

Vereador da Cultura
Fernando Rocha

Coordenação
Clarisse Castro
Maria José Rodrigues

Museu Quinta de Santiago
Cláudia Almeida
Fátima Alves
Fátima Barros
Fernanda Pinho
Fernando Raeiro
Marisa Ramos

Elenco
Mordomo Baptista: Joel Cleto
Criada Conchita: Ana Paula Costa
Cocheiro Gervásio, proprietário João Santiago, arquitecto Nicola Bigaglia: Luís Soares
Criada Rosa Maria, amiga Joana Vasconcelos: Rute Alves

Duração aprox. 45m.
N. mínimo: 10 / máximo: 25 participantes.
Marcações: casadobosque@cm-matosinhos.pt

 

 

Visita Animada

Com o apoio de marionetas e adereços, esta visita faz-se brincando ao faz-de-conta, proporcionando interação entre o guia e os participantes

Público: até aos 6 anos; público com necessidades educativas especiais

Duração aprox. 45m.

Lotação:mín:10 participantes/ máx: 25 participantes

 

 

O Museu é + velho do que eu 


Festas de aniversário para crianças dos 6 aos 12 anos.
Através de visitas especiais e da realização de oficinas, o Museu assegura a componente pedagógica no dia da festa.

Público: Infantil (dos 6 aos 12 anos) .
Decorre mensalmente aos sábados, das 10h às 13h ou das 15 às 18h
Nº limite de participantes: 25. Nº mínimo de participantes: 10.

Visita teatralizada ao Museu + ateliê no espaço Irene Vilar/jardim do Museu

Frequência com custo associado de €4.50 por criança (grupos até 25 crianças)
Frequência com custo associado de €5.00 por criança (grupos até 15 crianças)
Nota: o lanche deve ser providenciado pelos pais do aniversariante.

Informações e marcações: casadobosque@cm-matosinhos.pt 

 serviço das festas de aniversário

 

 

Bolsa de ações

Bolsa de ações do Serviço Educativo

 

Criança traz adulto

 

Programas para famílias no primeiro Domingo do Mês, com visita guiada e ateliê.

Um teatro de marionetas, um desenho no jardim, um museu de papel, um caleidociclo infinito. São muitas as atividades, das artes plásticas à escrita livre, pensadas para o envolvimento familiar. E, a cada domingo, visite-nos. Surpreenda-se como / e com uma criança.

Duração: 1h30 a 2h00

Nº limite de participantes: 12 participantes

Nº mínimo de participantes: 4 (2 famílias)

Inscrição prévia através do email: casadobosque@cm-matosinhos.pt 

 

Aprender com Arte

Cursos intensivos em período de férias, estas atividades são vocacionadas para o desenvolvimento de conhecimentos nas artes plásticas e para a descoberta do património concelhio. Cada curso tem a duração de uma semana.

Público: Infantil e Juvenil.

Informações pelo email: casadobosque@cm-matosinhos.pt

 

 

Serviço Educativo nas Galerias e outros museus da MUMA

 

Na Galeria Municipal, na Galeria da biblioteca e na Galeria Nave

Realização de Ateliês. Marcação prévia. Nº limite de participantes: 25. Nº mínimo de participantes: 10.

 

 MUMA – Rede de Museus de Matosinhos

A MUMA vai... - à escola, ao parque; à praia, ao lar, ao hospital..

Uma rábula teatral lúdico-pedagógica para todos.

Dois personagens descobrem a máquina do tempo e visitam o séc XXI. Tendo como hábito almoçar às 11h e jantar às 6, Gervásio e Rosa Maria estranham os tempos de hoje, onde as criadas não usam avental de linho e os cocheiros foram substituídos por mecânicos, uns senhores que tratam carroçarias com formas muito esquisitas e que deitam bafos sem terem focinho. Na incursão por Matosinhos, terra natal de Rosa Maria, eles descobrem a MUMA, Rede de Museus de Matosinhos. Ali reencontram o antigo e o moderno, do seu tempo e de outros. São 12 museus tão únicos que Rosa Maria, depois de os conhecer, disse logo que uii, uii! isto é chique chique a valer!

Assim se exclamou, assim se pensou: tanto museu e tanta gente sem saber deles. E aqui os nossos personagens descobriram a tarefa deste tempo: Faze-los conhecer.

Duração: 30 minutos. Público: Geral.

Atividade sujeita a marcação prévia.

 

Ateliês

Museus MUMA:

Museu da Escola Eb2,3 de Lavra

 “Seu grande Espantalho”
Objetivos:
- Sensibilizar para a preservação da natureza, através da construção de espantalho.
- Sensibilizar para a reutilização e reciclagem de resíduos
Público: a partir dos 6 anos
 

Casa-Museu Abel Salazar

“A carta vai dentro do envelope”
Objetivos: Adaptar a linguagem escrita à pictórica; Criar cartas codificadas
Público: dos 6 aos 18 anos

“Liga o teu zoom”
Objetivos: Desenvolver as capacidades de observação e espírito de grupo; Abordar a técnica de ampliação por grelha no desenho à escala
Público: a partir dos 12 anos

 

Museu Paroquial de Lavra Padre Ramos

 “Mosaico Romano”

Objetivos: Reconhecer a importância do mosaico nas habitações romanas; Abordar e trabalhar a técnica do mosaico

Público: dos 6 aos 18 anos

Museu dos Bombeiros

“Uma Medalha Merecida”
Objetivos: Reconhecer a importância da profissão de bombeiro; Sensibilizar para a preservação ambiental e para a reutilização e reciclagem de resíduos.
Público: dos 6 aos 12 anos

Museu da Misericórdia de Matosinhos

“Árvore Genealógica”
Objetivos: Apropriar o conceito de família, sua estrutura e genealogia; Construir uma árvore genealógica
Público: dos 6 aos 9 anos

“Faz a tua Mitra”
Objetivos: Construir, através da expressão plástica, chapéus de bispo – “mitras”; Dar a conhecer o espólio do museu.

Público: A partir dos 6 anos

Museu do Linho e do Milho

“Da Mó ao Biscoito de Milho”
Objetivos: Fomentar a responsabilização da criança e, simultaneamente, a aprendizagem dos hábitos alimentares e costumes das sociedades agrícolas; Confeccionar biscoitos de milho.

Público: a partir dos 6 anos

 

Museu da História da Escola Gonçalves Zarco

“Marca Registada”
Objetivos:Reconhecer utensílios e ferramentas utilizadas nas antigas escolas; Criar carimbos com abordagens a técnicas diversas
Público: dos 6 aos 18 anos

 

Núcleo museológico do Mar

“Nem tudo o que vem à rede é peixe”
Objetivos: Dar a conhecer a faina marítima e suas técnicas, bem como a importância da pesca para a comunidade matosinhense; Construir uma pequena rede de pesca e seus apetrechos.
Público: a partir dos 4 anos

  

Sala Museu Guilherme Ferreira Thedim

Ateliê de Barro

Objetivos: Dar a conhecer e fomentar o gosto pela técnica da moldagem em barro, como etapa inicial da criação de uma escultura religiosa; Criar pequenas peças em barro, alusivas às coleções de escultura sacra deste núcleo museológico.
Público: a partir dos 6 anos



Ficha de Inscrição nas Atividades Regulares