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C.M Matosinhos

Quinta da Conceição e Quinta de Santiago

O Sítio

A Quinta da Conceição e a Quinta de Santiago localizam-se em Leça da Palmeira na envolvente próxima da foz do rio Leça, sobre a margem direita, junto ao Porto de Leixões e nas imediações da EXPONOR.

As quintas são contíguas e funcionam como parques de lazer públicos.

A Quinta da Conceição era uma propriedade particular que a Câmara Municipal de Matosinhos adquiriu e transformou em parque público. Localiza-se entre a Rua de Vila Franca e a Avenida Dr. Antunes Guimarães, possuindo entradas nas duas vias. É composta por várias tipologias de espaços, com mata (carvalhal e eucaliptal) e áreas relvadas, áreas contidas por sebes talhadas de buxo, a diferentes cotas, ligada por percursos. Possui diversos elementos decorativos como pórticos, bancos de pedra, estatuetas, colunas, mesa de merendas, um cruzeiro com imagem da Nossa Senhora da Conceição, Capela, tanque de água com desníveis, chafariz e fonte.

A Quinta da Conceição encontra-se separada da Quinta de Santiago pela Avenida Dr. António Macedo.

Esta foi mandada construir como casa de veraneio, nos finais do século XIX, e foi adquirida pela Câmara Municipal de Matosinhos em 1968. Aqui funciona o Museu – Centro de Arte de Matosinhos cuja recuperação e adaptação a museu, em 1968, é da autoria do arquitecto Fernando Távora que aqui trabalhou em colaboração com o arquitecto paisagista Ilídio de Araújo.

 

Património Cultural

“De quinta monástica (Quinta de N. S. da Conceição) converteu-se em aprazível logradouro público. Além de frondosas alamedas, contém uma excelente piscina e dois courts de ténis. Como sinal da sua antiga condição conserva ainda alguns fontenários de granito, bem lavrados, e uma graciosa capela setecentista”. (FCG, 1983) A Quinta da Conceição encontra-se em vias de classificação.

A Quinta de Santiago foi mandada edificar, em 1896, pela família Santiago de Carvalho, proprietária do Paço de S. Cipriano Tabuadelo-Guimarães. A Quinta de Santiago era então designada por “Quinta de Villa Franca” numa alusão ao local onde se encontrava. O autor do projecto, Nicola Bigaglia, veneziano radicado em Portugal desde a década de 1880. A casa adopta um estilo arquitectónico ecléctico e revivalista, ao gosto da época, integrando elementos neo-medievais num tom genérico renascentista que caracterizará as suas obras posteriores.

A variedade de elementos estruturais e decorativos, a sua expressividade e o seu simbolismo fazem desta casa um elemento interessantíssimo de estudo. A sua recuperação e adaptação a museu em 1968 foi dirigida pelo arquitecto Fernando Távora.

 

Património Natural

Um grande espaço verde, com um bosque frondoso, situado na freguesia de Leça da Palmeira e que bordeja uma das docas do porto de Leixões. A entrada do parque é revelada por uma grande área relvada com a presença de um metrosídero, ou árvore-de-fogo, (Metrosideros excelsa) de porte notável, e de abacateiros (Persea americana). Contíguas a esta área relvada, surgem pequenas áreas contidas por sebes talhadas de buxo (Buxus sempervirens) com pontuações de ulmeiros (Ulmus x hollandica), castanheiro-das-flores-vermelhas (Aesculus x carnea) e ligustro (Ligustrum japonicum). Na mata predominam os carvalhos-alvarinho (Quercus robur), sobreiros (Quercus suber) e eucaliptos (Eucalyptus globulus). Em menor frequência surge uma grande diversidade de espécies vegetais de carácter ornamental, donde se destacam os plátanos (Platanus orientalis var. acerifolia), pitospóros-da-china (Pittosporum tobira), tulipeiros (Liriodendron tulipifera), japoneiras (Camellia japonica), tílias (Tilia tomentosa), freixos (Fraxinus angustifolia), canteiros de rosas (Rosas sp.), bidoeiros (Betula pendula), choupos (Populus nigra), carvalhos (Quercus rubra e Quercus palustris), bordo-negundo (Acer negundo), castanheiros-da-índia (Aesculus hippocastaneum), castanheiros (Castanea sativa), pinheiros-bravos (Pinus pinaster), mimosas e austrálias (Acacia dealbata e Acacia melanoxylon), loureiro (Laurus nobilis), Raphiolepis umbellata, loureiro-cerejeira (Prunus laurocerasus), abronceiro (Crataegus monogyna), entre muitas outras.

 

Acessibilidade

A28, direcção Viana do Castelo – Matosinhos /Avenida Dr. Antunes Guimarães.