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C.M Matosinhos

Bullying


Bullying é um termo utilizado para descrever actos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos causando dor e angústia, sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder.

Nas escolas, a maioria dos actos de bullying ocorre fora da visão dos adultos e grande parte das vítimas não reage ou fala sobre a agressão sofrida.

Por não existir um termo na língua portuguesa capaz de expressar todas as situações de bullying possíveis, podes ver no quadro a seguir alguns dos comportamentos possíveis:

Fazer sofrer Chamar nomes
Discriminar Ofender
Excluir Gozar
Isolar Imitar
Ignorar Humilhar
Intimidar Agredir
Perseguir Bater
Assediar Pontapear
Aterrorizar Empurrar
Amedrontar Ferir
Tiranizar Roubar
Dominar Partir objectos de outrem


Quem são os actores no bullying?

• Alvos de bullying - são os alunos que só sofrem bullying.

• Alvos/autores de bullying - são os alunos que ora sofrem, ora praticam bullying.

• Autores de bullying - são os alunos que só praticam bullying.

• Testemunhas de bullying - são os alunos que não sofrem nem praticam bullying, mas estão num ambiente onde isso ocorre.

Deves contar aos teus pais o que se passa na escola. Se fores alvo de bullying, os teus pais deverão entrar em contacto imediatamente com a Escola, de forma a ver a melhor forma de resolver a situação. INFORMA-TE… NÃO SEJAS APANHADO DESPREVENIDO!

CYBERBULLYING

Os cyberbullies usam sobretudo o correio electrónico e os telemóveis (via SMS) para enviar mensagens ameaçadoras às suas vítimas. Os brigões podem-se fazer passar por outras pessoas, adoptando usernames parecidos com os delas, para envolver outros inocentes no sistema.

Por vezes o jovem mal-intencionado cria uma página pessoal na Internet acerca do alvo dos seus ataques, sem o conhecimento e consentimento deste, nela insere todo o tipo de malvadezas, muitas vezes insere dados reais, como a morada ou o contacto da vítima. Depois, faz chegar a terceiros a morada desta página, para que o maior número de pessoas a veja. Este tipo de propagação de informação pode, por vezes, ter as características de um contágio, espalhando-se rapidamente pelos cibernautas. Esta atitude pode ter consequências perigosas, dado poder informar utilizadores mal intencionados (por exemplo, um pedófilo) onde poderá encontrar este jovem na vida real, colocando a sua “vida” em potencial risco.

É possível um indivíduo mal intencionado inscrever-se num determinado sítio de Internet usando os dados de outra pessoa. Costumam ser sites de pornografia, fóruns racistas ou outros que sejam contrários à ideologia da vítima. O resultado provável desta acção é o correio electrónico da vítima ser “inundado” de e-mails que não são do seu interesse, podendo os mesmos até ser maléficos.

Ao conseguir acesso às palavras-passe do seu alvo, o rufia serve-se delas para entrar nas várias contas da vítima, originando grande perturbação:

• Por e-mail: envia mensagens obscenas, embaraçosas ou violentas em nome dela para a sua lista contactos;

• Por IM ou em chats: espalha boatos, faz-se passar pela vítima e ofende as pessoas com quem fala;

O rufia pode depois alterar as palavras-passe das variadas contas, bloqueando assim ao seu legítimo proprietário o acesso às mesmas.

O rufião envia mensagens em massa para outros cibernautas, contendo imagens degradantes dos seus alvos. Estas podem ser reais ou montagens, e difundem-se rapidamente, humilhando e afectando grandemente a imagem da vítima. Outra forma de envio de mensagens é por telemóvel. Os telemóveis permitem tirar fotografias sem que a pessoa se dê conta e difundi-la pelos amigos. Estas imagens, além de serem difundidas por telemóvel, podem ser descarregadas para a Internet, alcançando ainda mais pessoas.

Uma forma comum de prejudicar outros jovens para além das já enunciadas pode ser enviar-lhes vírus para lhes infectar o computador de forma a causar incómodos, ou então servir-se dos blogues para difundir dados lesivos a respeito de outras pessoas, seja escrevendo nos seus blogues pessoais, seja criando blogues em nome das suas vítimas.