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Delegação de Matosinhos em Congonhas

Fernando Rocha, Vereador da Cultura, acerta detalhes da renovação do acordo de Geminação com Congonhas

11.09.18

Representantes de Matosinhos estão em visita oficial à cidade brasileira de Congonhas durante a celebração do Jubileu do Senhor Bom Jesus. A comitiva de Matosinhos em Congonhas, presidida pelo vereador da Cultura da Câmara de Matosinhos, Fernando Rocha, e composta pelo historiador Joel Cleto, pelo pároco da Igreja de Bom Jesus de Matosinhos, Manuel Mendes, pela diretora do Departamento de Desenvolvimento Cultural e Económico, Clarisse Castro, e pelo arquiteto António Carlos de Oliveira Coelho, foi ontem, 10 de setembro, recebida pelo prefeito de Congonhas, bem como pelos restantes membros da comissão formada para reativar este compromisso de geminação com Matosinhos.
Unidas pela devoção ao Senhor Bom Jesus, as duas cidades têm estreitado cada vez mais suas relações, ligadas pelas afinidades históricas, de costumes, culturais e religiosas, e têm estado novamente em contacto desde 2017 com vista ao restabelecimento do acordo de Geminação que uniu os dois povos entre 1986 e 1996.
A receção teve início ao som da Banda Sinfónica da Secretaria Municipal de Educação. Seguiu-se uma degustação do Chá de Congonhas com Cubu, e uma troca de ofertas entre os representantes das duas cidades.
O Vereador da Cultura, Fernando Rocha, realçou o facto de “estarmos aqui no período do Jubileu e a comitiva congonhense ter ido a Matosinhos durante nossas festividades religiosas dedicadas ao Bom Jesus, em maio, permite-nos perceber a importância da imagem do Bom Jesus na unidade destas duas comunidades, de culturas diferentes e experiências muito parecidas.” O autarca matosinhense falou ainda da união de ambas as cidades na devoção ao Senhor Bom Jesus de Matosinhos salientando agora a necessidade de união também pelas questões do património cultural, pela música, ação social, entre outras.
“O Museu de Congonhas, que é um caso de sucesso no Brasil, e a nossa perspetiva de abrir também um museu traz mais motivos para trocarmos experiências. O nosso, em fase final de instalação, ainda pode receber alterações baseadas nas riquíssimas experiências daqui”, considerou Fernando Rocha.
À noite, o historiador português Joel Cleto participou numa conferência sobre a origem da devoção ao Bom Jesus de Matosinhos de Portugal. Joel Cleto falou sobre as lendas ligadas à imagem e mostrou também outras cidades que guardam obras atribuídas a Nicodemos. O historiador ressaltou a importância da preservação dessas imagens e como elas são objeto de fé de milhares de fiéis pelo mundo.
O programa da visita da comitiva portuguesa inclui ainda visitas guiadas ao Parque Ecológico da Cachoeira, ao Santuário de Congonhas e ao Museu de Congonhas. O grupo passará também pelo museu de Inhotim, em Brumadinho, e pelas cidades de Belo Horizonte, Ouro Preto, São João Del Rei e Tiradentes.
Recorde-se que a iniciativa da construção do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, no morro do Maranhão, ladeira íngreme situada junto ao arraial de Congonhas do Campo, é atribuída ao português Feliciano Mendes. Na sequência de uma grave doença, Feliciano Mendes terá invocado o auxílio do Senhor do Bom Jesus de Matosinhos, tendo sido acudido na sua súplica. No cimo do monte do Maranhão terá implantado uma cruz, iniciando assim o culto sob invocação do Senhor do Bom Jesus de Matosinhos e prometendo que aí se haveria de construir um templo.
No ano de 1758, iniciaram-se as obras sob direção de António Gonçalves Rosa e António Rodrigues Falcato. Em 1761, já a capela-mor estava construída, tendo sido a obra executada por Francisco de Lima Cerqueira. Em 1765, Feliciano Mendes faleceu, mas por esta data já o templo estava quase concluído.
Face à crescente acumulação de esmolas, foi criada uma confraria, o que permitiu transformar um simples templo num grande santuário.
O projeto de santuário consistiu na construção de um adro, com escadaria pontuada com doze estátuas dos profetas e, no declive fronteiro à igreja, na construção de capelas com as cenas da Paixão (ou Passos) de Cristo, tão ao gosto português, como se verifica nos santuários do Bom Jesus de Matosinhos ou de Braga.
O conjunto escultórico dos Passos foi esculpido, entre 1796 e 1799, pelo célebre Aleijadinho, com o auxílio dos seus ajudantes especializados. Esculpidos em madeira, estes conjuntos apresentam policromia posterior, estando esta atribuída ao pintor Manuel da Costa Ataíde.
O conjunto escultórico dos Doze Profetas, encomendado ao Aleijadinho em 1800, foi esculpido em pedra de sabão.
Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho, foi um importante escultor, entalhador e arquiteto do Brasil colonial.

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