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Faleceu Alfredo Barros

Homem das artes e da cultura, ex-vereador da Câmara Municipal, o Professor Alfredo Barros faleceu hoje

13.02.18

Matosinhos está de luto. Faleceu o Professor Alfredo Barros, vereador durante mais de uma década da Câmara Municipal de Matosinhos.

Deixou um vasto legado de trabalho como artista, como professor e como autarca e uma marca indelével na Cultura e também no Desporto do concelho.

Alfredo Barros nasceu em Matosinhos tendo-se licenciado pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, onde lecionou durante vários anos, tendo sido também professor da ESAD Matosinhos. Para além de docente, pintor e ilustrador, Alfredo Barros foi um cidadão ativo na cidade onde nasceu e que ajudou a desenvolver.

Dono de um admirável currículo, destacam-se os prémios de pintura da Fundação António de Almeida, tendo realizado várias exposições individuais e participado noutras coletivas. Com uma grande capacidade criativa repartia o seu tempo pela pintura, cenografia e pela ilustração, nomeadamente em trabalhos de literatura infantil e didática.

Recorde-se que, em 2016, Alfredo Barros apresentou na Galeria Municipal “Bailado dos Planetas”, um conjunto de pinturas representativas de diferentes períodos da sua obra, merecedora, entre outros, de prémios da associação italiana Progetto Athanôr, da Fundação António de Almeida ou da revista “International Artist”.

Já em outubro de 2008, tinha apresentado na Galeria Municipal a exposição de pintura «O tempo eterno em fragmentada suspensão» em conjunto com «Rumores do tempo» de Ricardo Barros.

A Câmara Municipal de Matosinhos lamenta profundamente o falecimento do Professor Alfredo Barros enviando as mais sentidas condolências à família.

 

 

Alfredo Barros — Nas asas do anjo

"Alfredo Barros revelou-se nas asas do anjo ou de uma anja — não estou bem certo disso!

Aquelas figuras femininas, sempre airosas e jovens, inspiradoras do universo do artista, foram pintadas com as pontas das penas que o anjo anunciador (um arcanjo excelente) ia deixando cair pelo caminho.

Pareciam oferendas ao acaso, cada uma delas tinha um destino, um tema, uma missão e uma mensagem por vezes clara, por outras vezes codificada.

Alfredo Barros criou nuances que se acasalavam em harmonias consonantes — os seus quadros eram lindos, as suas mãos abençoadas!

Mas, os artistas não dizem tudo...não têm tempo!

O meu amigo Alfredo Barros não disse o que queria. Esse enigma ficará sempre num gesto, num pensamento, numa flor ou num fruto. Numa paisagem bucólica ou abrupta, ficará guardado um segredo que jamais será revelado.

Compete agora ao anjo, levá-lo nas suas asas. Compete agora à anja afagá-lo, preparar-lhe as tintas e corrigir os esquissos arrumar na pasta dos desenhos.

O tempo está fechado, mas, nas asas do anjo volteia um tempo novo....que há-de vir.

Que o novo tempo do pintor Alfredo Barros seja tranquilo e de paz. Os anjos e as anjas que o rodeiam teceram uma passadeira que abre o caminho.

Até sempre!"

A.Cunha e Silva

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