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Motos de Portugal

Casa do Design recorda as gloriosas máquinas motorizadas portuguesas

12.09.17

Já se ouve o ronco dos motores. No próximo dia 21 de setembro, pelas 17 horas, aceleram até à Casa do Design de Matosinhos algumas das mais míticas motorizadas de fabrico português, da Casal Boss à SIS Sachs Andorinha, passando pela Confersil Dina 104, pelas Macal, pela Famel Zundapp GT25, pelas Vilar, pela incontornável V5 ou pela Cinal Pachancho. Estas e outras históricas e inesquecíveis máquinas, bem como o seu design, são as grandes vedetas da exposição “Motos de Portugal”, que sucede a “Discos Orfeu — Imagens, Palavras, Sons” na programação da Casa do Design.

Com curadoria de Emanuel Barbosa, designer e docente da Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos, “Motos de Portugal” pretende recordar a produção nacional de motociclos e ciclomotores e proporcionar uma visão panorâmica das características destes veículos e da sua utilização. Pensada como uma experiência cultural, a exposição assume-se também como um reflexo da evolução da sociedade portuguesa e do desenho de produto que presidiu à conceção e divulgação de um conjunto de máquinas que marcaram indelevelmente o quotidiano de várias gerações e a sociedade contemporânea nacional.

“Motos de Portugal” é organizada pela Câmara Municipal de Matosinhos e pela ESAD IDEA, Investigação em Design e Arte, apresentando as motorizadas nacionais enquanto veículos de lazer e de trabalho, exercício tecnológico e utensílios indispensáveis ao desempenho de atividades essenciais à sobrevivência das populações. A indústria nacional de motociclos, refira-se, ensaiou os primeiros passos no início do século XX, acompanhando, com altos e baixos, todo o desenrolar do século, até quase se extinguir antes do arranque do novo milénio.

Inicialmente destinadas às elites, as motocicletas rapidamente se democratizaram e, em Portugal, a produção nacional atingiu o apogeu entre os anos 1960 e 1980, com a era da motorizada de baixa cilindrada (até 50 cc), capaz de satisfazer as necessidades de mobilidade dos operários a um custo compatível com os baixos salários praticados e com a reduzida taxa de alfabetização. Surgiram, deste modo, diversos fabricantes nacionais, alguns dos quais conseguiram sucesso no mercado internacional. O design dos seus modelos, na maioria dos casos, adaptava à realidade nacional os modelos internacionais mais em voga.

O trabalho de investigação desenvolvido por Emanuel Barbosa permitiu reunir e apresentar inúmero material documental, algum dele inédito, incluindo catálogos, cartazes, vídeos e fotografias de época. Durante a exposição, um programa de atividades paralelas irá ainda permitir a interação com especialistas, colecionadores, autores e intervenientes da indústria nacional.

A Casa do Design Matosinhos, recorde-se, pretende afirmar-se como um espaço central de exposição, divulgação e produção crítica de conhecimento em design, com um enfoque no design português. A par de uma programação regular — centrada em exposições que suscitem reflexão e debate sobre a cultura do design contemporâneo ou, noutra perspetiva, que investiguem, recolham e preservem conhecimento histórico ligado à evolução do design nas suas diversas áreas —, será criada uma coleção permanente e um acervo documental que potencializem a investigação e disseminação de conhecimento em design.

A Casa do Design Matosinhos resulta de uma parceria entra a Câmara de Matosinhos e a ESAD IDEA e pretende afirmar-se pela abertura a diferentes áreas, temas e públicos, mas igualmente pela recetividade a novas propostas e futuros parceiros, de forma a reforçar a dimensão de um espaço que se quer de abrangência e relevância nacional e internacional. Este projeto constitui, com a incubadora de design em funcionamento no Mercado Municipal e o espaço cultural e de Investigação da Rua Brito Capelo, a pedra angular da candidatura de Matosinhos à Rede de Cidades Criativas da UNESCO.

Horário:
2ªa 6ª feira da 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30.
Sábados: 15h00 às 18h00.
Encerra aos domingos e feriados.

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