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Gregory Porter e Orquestra Sinfónica do Porto

Este é o único concerto da digressão europeia de Gregory Porter com a Orquestra Sinfónica e acontece em Matosinhos no dia 29 de julho

14.07.17

A Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música volta a encontrar-se com um dos nomes mais sonantes do jazz mundial, Gregory Porter. Este momento único em toda a digressão europeia do cantor norte-americano acontece em Matosinhos e a entrada é gratuita.

O concerto será no dia 29 de julho, pelas 22 horas, na Praça Guilhermina Suggia, junto à Igreja do Senhor de Matosinhos e da respetiva estação de metro.
Gregory Porter funde elementos de jazz, blues, gospel e soul, tendo já recebido dois Grammy Awards na categoria de Melhor Álbum de Jazz Vocal, primeiro com Liquid Spirit em 2014 e mais recentemente com Take Me to the Alley (2017). Considerados pela DownBeat como os prováveis standards de jazz do século, os temas de Gregory Porter ganham contornos sinfónicos nesta colaboração com a Orquestra Sinfónica, em arranjos de W. Friede, M. Fondse e T. Trapp, explorando as inúmeras possibilidades expressivas de música fortemente emotiva.

Este será o segundo concerto de dois dias dedicados ao Jazz, uma vez que no dia 28 de julho, pelas 22 horas, no mesmo local, decorre outro concerto único da Orquestra de Jazz de Matosinhos

Criada em 1999 com o apoio da Câmara Municipal de Matosinhos, a Orquestra Jazz de Matosinhos (OJM) tem vindo a afirmar-se como uma das formações mais dinâmicas do atual jazz português.

Sob a direção de Carlos Azevedo e Pedro Guedes e constituída por alguns dos melhores músicos de jazz da região norte do país, a orquestra desenvolve hoje uma linha de orientação que privilegia, por um lado, a criação de um repertório próprio e, por outro lado, a organização de projetos específicos para os quais vem convidando solistas e maestros de relevo internacional. Tem colaborado com nomes tão diversos como Maria Schneider, Carla Bley, Lee Konitz, John Hollenbeck, Jim McNeely, Kurt Rosenwinkel, João Paulo Esteves da Silva, Carlos Bica, Ingrid Jensen, Bob Berg, Conrad Herwig, Mark Turner, Rich Perry, Steve Swallow, Gary Valente, Dieter Glawischnig, Stephan Ashbury, Chris Cheek, Ohad Talmor, Joshua Redman, Andy Sheppard, Dee Dee Bridgewater, Maria Rita, Maria João, Mayra Andrade e Manuela Azevedo entre muitos outros.

A OJM tem atuado regularmente nas principais salas do país e também em Barcelona, Bruxelas, Milão, Nova Iorque, Boston e Marselha. Foi a primeira formação portuguesa de jazz a participar num festival norte-americano (JVC Jazz Festival, Carnegie Hall, em 2007), participou no Beantown Jazz Festival de Boston e realizou temporadas nos clubes nova-iorquinos Birdland, Jazz Standard, Jazz Gallery e Iridium.

A tocar em casa, bem próximo da Real Vinícola que albergará a OJM, que é inaugurada uns dias antes, a 22 de julho, o conjunto de Matosinhos apresentar-se-á com a peça Costa Muda num concerto único de entrada livre.

Em Fevereiro de 2013, no âmbito do programa Invicta.Música.Filmes, a OJM interpretou na Casa da Música do Porto a peça Costa Muda, composta por Luís Tinoco para servir de banda sonora a um dos mais antigos registos cinematográficos da pioneira produtora de cinema Invicta Film, Lda. O Naufrágio do Veronese, filmado em Matosinhos cem anos antes, em fevereiro de 1913, foi uma das primeiras produções da Invicta Film com distribuição internacional, mostrando de modo épico o socorro e resgate dos naufrágios do navio Veronese.

No mesmo cine-concerto em que o filme do naufrágio foi resgatado e adquiriu uma nova camada musical, contemporânea e singular, a OJM acompanhou também a exibição de um novo conjunto de curtas-metragens encomendadas pela Casa da Música, pela Câmara Municipal de Matosinhos e pela APDL as quais tinham por pano de fundo o bulício portuário de Leixões. Aos filmes de Tiago Guedes, Sandro Aguilar, Francisco Moura e João Canijo somaram-se, respetivamente, as composições de Pedro Guedes, Carlos Azevedo, Ohad Talmor e Mário Laginha

A curta de Margarida Cardoso, Atlas, contou com a inspiração de Pescaria, um tema que Bernardo Sassetti compusera anos antes.

O concerto do dia 28 de julho irá reproduzir na íntegra o programa apresentado em 2013 na Casa da Música. Uma oportunidade única de assistir a estas criações cinematográficas e musicais.

Programa:

O Naufrágio do Veronese, produção Invicta Film [1913, 5’46’’] | Costa Muda, música de Luís Tinoco [2013]
Dive, filme de Sandro Aguilar [2013, 9’56’’] | Dive, música de Carlos Azevedo [2013]
Tritão, filme de Francisco Castro Moura [2013, 7’59’’] | Etude 1 - Movement, música de Ohad Talmor [2013]
Espécie de Miragem Incompleta, filme de Tiago Guedes [2013, 7’3’’] | Cestas e Garras, música de Pedro Guedes [2013]
Atlas, filme de Margarida Cardoso [2013, 8’16’’] | Pescaria, música de Bernardo Sassetti [2001]*
Cruzeiro, filme de João Canijo [2013, 8’] | Leixões, música de Mário Laginha [2013]

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