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Discos Orfeu

Mais dois meses e meio para ver a exposição patente na Casa do Design

13.06.17

Face à excelente recetividade do público, a exposição “DISCOS ORFEU 1956 – 1983 – Imagens, Palavras, Sons”, patente na Casa do Design de Matosinhos, vai ser prolongada até dia 2 de setembro 2017, concedendo mais dois meses e meio a todos aqueles que queiram ficar a conhecer a história da mítica editora discográfica criada no Porto, em 1956, por Arnaldo Trindade. Com a curadoria de José Bártolo, a exposição inclui as capas de alguns dos mais icónicos discos da música portuguesa e ainda material documental (gráfico, fonográfico e vídeo), algum dele inédito, do primeiro contrato de José Afonso com a Orfeu aos originais da Arte Final da capa do disco “Coro dos Tribunais”.

Inaugurada a 4 de maio, a exposição recebeu já a visita de alguns nomes emblemáticos da música portuguesa que marcou as décadas de 1960 e 1970, de José Cid a Tozé Brito, passando por Fausto ou Quim Barreiros. “Discos Orfeu — Imagens, Palavras, Sons (1956-1983)” é, refira-se, a primeira grande exposição dedicada à histórica editora, a qual chegou a gravar um disco por semana, tendo sido responsável pelo lançamento de um grande número de novos músicos e por sucessos como “Grandola Vila Morena”, “Traz Outro Amigo também” (1970) ou “Cantigas do Maio” (1971). Os incontornáveis discos “Pano-Cru” (1978) e “Campolide” (1979), de Sérgio Godinho, ou “10.000 anos depois entre Vénus e Marte” (1978), de José Cid, têm selo Orfeu, tal como discos marcantes de artistas tão distintos como Fausto, Conjunto António Mafra, Luís Cília, Titãs, Janita Salomé, Pop Five Music Incorporated, Adriano Correia de Oliveira ou Conjunto Maria Albertina, numa inquestionável demonstração de uma enorme diversidade cultural.

Tendo iniciado a sua atividade com a edição fonográfica em disco de vinil de grandes vultos da literatura portuguesa, como Miguel Torga, José Régio, Eugénio de Andrade, José Rodrigues Miguéis ou Sophia de Mello Breyner, em discos cujas capas o pintor Moreira Azevedo marcou pela sua modernidade, a Orfeu afirmou também uma identidade diferenciada ao nível do seu catálogo musical, inovador e diversificado, justificando a divisa que durante muito tempo ostentou: “Disco é Cultura”.

A exposição estrutura-se em cinco núcleos principais: No início era o verbo (1956-1959); Trovas do Vento que passa (1960-1967); Vozes da Revolução (1968-1975); Entre Vénus e Marte (1976-1979); O fim da aventura (1980-1983).

O trabalho de investigação coordenado por José Bártolo – em articulação com Arnaldo Trindade e Noly Trindade e a colaboração técnica de João Carlos Callixto, Carlos Paes, João Pedro Rocha e Heitor Vasconcelos – concede natural destaque ao trabalho gráfico das capas de discos, nas quais se destacam designers como José Santa-Bárbara, Fernando Aroso, José Brandão, José Luís Tinoco ou Alberto Lopes, e à importância de fotógrafos como Fernando Aroso, Eduardo Gageiro, Álvaro João, Nick Boothman, João Paulo Sotto Mayor ou Patrick Ullmann.

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