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C.M Matosinhos

Alberto de Oliveira (1873 – 1940)

Escritor português
 
Escritor português, nasceu a 16 de novembro de 1873, no Porto, e faleceu a 23 de abril de 1940, na mesma cidade. Frequentou a Universidade de Coimbra, onde fundou, com António Nobre, a revista Boémia Nova cuja polémica com a publicação fundada por Eugénio de Castro, Os Insubmissos, funcionou como pedra de toque para a afirmação dos movimentos simbolista e decadentista em Portugal.
Colaborador da Revista de Portugal, fundada por Eça de Queirós, o nome de Alberto de Oliveira está umbilicalmente ligado, porém, ao movimento neogarrettista, cujo programa enunciou na coletânea de ensaios Palavras Loucas, onde preconiza, nomeadamente em "Do Neogarrettismo no Teatro", sob a figura tutelar de Garrett, exaltado pelo seu papel na defesa do nacionalismo, na recuperação da literatura popular enquanto fonte genuína da cultura portuguesa, no renascimento do drama e da poesia nacional, o abandono de modelos culturais estrangeiros, a defesa do que é nacional, a recolha da literatura oral de tradição popular, a recuperação do drama e romance histórico, o retorno ao rusticismo e à vernaculidade, vetores que viriam a plasmar-se de forma exemplar na própria produção poética de Alberto de Oliveira.
Tendo, no início dos anos 20, dirigido o semanário monárquico e integralista Ação Nacional (1921), dedicou-se, nos últimos anos de vida, à redação de páginas de memórias sobre o período em que foi cônsul no Brasil e sobre figuras literárias com quem privou como Eça de Queirós ou António Nobre.
 
Bibliografia: Palavras Loucas, Coimbra, 1894; Pombos Correios: Notas Quotidianas, Coimbra, 1913; Sermões não Encomendados, Notas Quotidianas, Lisboa, 1925; Memórias da Vida Diplomática: Portugal na Conferência de Haia de 1907, Lisboa, 1926; Eça de Queiroz, página de memórias, Lisboa, s/d; Na Outra Banda de Portugal: Quatro Anos no Rio de Janeiro, Lisboa, s/d; Recordando, notas de viagem, s/l, 1936; A Gravidade da Hora que Passa: a crítica sistemática é inimiga da unidade moral da Nação, s/l, 1937; António Nobre: Página de Memórias, Lisboa, 1940; Póstuma, Rio de Janeiro, 1944; Poesias, Coimbra, 1891; Poesias, 2.ª série, Rio de Janeiro, 1906; Poesias, 3.ª série, Rio de Janeiro, 1913; Coimbra Amada, últimos versos, Porto, 1930; Prosa e Verso: páginas escolhidas, Paris, 1919-1926; Alberto de Oliveira: poesia, Rio de Janeiro, 1959