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C.M Matosinhos
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O Grande Tratado de Encenação

20 a 23.04.17

Em 1962, António Pedro escreve Pequeno Tratado da Encenação, uma obra que terá um significativo impacto no teatro português do seu tempo, em particular entre o teatro de amadores – e entre a geração estará na charneira da formação do teatro independente em Portugal, na medida em que descobrem ali um manual para a construção de um teatro de exigência artística. Pedro introduz em Portugal uma discussão estruturante para a aventura do teatro de arte europeu – a defesa da encenação como um discurso organizador do espectáculo e como um dispositivo revelador de uma visão única e autoral. “Que se pretende com este livrinho? Em primeiro lugar explicar (senão justificar) a actividade autêntica do encenador como “realizador de teatro” que efectivamente é. Em segundo lugar, explicar em que consiste esse ofício, de que instrumentos dispõe para ele, e como poderá deles servir-se para o fazer”, explicava o autor no “Prefácio”. Contudo, este projecto de teatro – e de país – face aos ditames do regime fascista em Portugal, ia ficando restrito a uma pequena elite culta e informada – e em rigor, foi sendo adiado até ao 25 de Abril de 1974.

O Grande Tratado de Encenação de António Pedro é o primeiro episódio de uma trilogia sobre a Juventude/Os melhores anos. A partir da obra de António Pedro, construímos uma situação dramática onde três jovens projectam a invenção de um país que ainda não existe. Discutem a utopia de um país novo, como se de um novo espectáculo de teatro se tratasse. Lá fora pressente-se que o mundo se transforma. Cá dentro, aproveitando a energia dos melhores anos da juventude, projecta-se, lê-se, discute-se, argumenta-se sobre qual a melhor maneira de construir um país novo/um novo espectáculo. Para quando as portas se abrirem possamos estar preparados. Para quando o amanhã chegar possamos estar prontos – tal como fez António Pedro.

Encenação de Gonçalo Amorim
Texto Rui Pina Coelho
Encenação Gonçalo Amorim
Interpretação Catarina Gomes, Paulo Mota e Sara Barros Leitão
Desenho de Luz Francisco Tavares Teles
Cenografia e Figurinos Catarina Barros
Música Pedro João e Ricardo Nogueira

Co-produção do TEP - Teatro Experimental do Porto/Teatro Municipal de Matosinhos Constantino Nery

M/12

Preço dos bilhetes 7,50€.
Para crianças até aos 14 anos, estudantes e maiores de 65 anos: 5€,
Desconto de 20% para compras superiores a 10 bilhetes.

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Local:
Teatro Municipal Constantino Nery

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