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Ateliês Amorosos para crianças dos 5 aos 9 anos
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| Biblioteca Municipal Florbela Espanca |
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| História e Caracterização |
As Bibliotecas Públicas foram constituídas e regulamentadas no primeiro quarto de século XIX. Dado o seu reduzido número (3), não satisfaziam as necessidades da população, colocando Portugal muito aquém do que já se fazia no resto da Europa.
Foi então decidido aprovar legislação que permitisse a constituição das chamadas “Bibliotecas Populares”.
O regulamento, com 4 capítulos e um termo de empréstimo foi assinado pelo Conselheiro Director Geral de Instrução Pública, o respeitadíssimo Bispo de Viseu, D. António. O fundamento era “...desenvolver os conhecimentos das classes populares por meio de leitura moral e instrutiva...” Tal acto decorreu no Paço da Ajuda em 20 de Janeiro de 1871.
Em Junho de 1896 foi assim constituída a Biblioteca Popular de Bouças, debaixo da administração da Junta de Freguesia, uma das duas opções legais do regulamento. A outra era a da administração das Câmaras Municipais. Portanto a Biblioteca Popular de Bouças, constituída em Junho de 1896, abriu ao público em Outubro do mesmo ano com o livro de termo de empréstimo, que o leitor requisitante tinha que preencher, declarando que se responsabiliza pela devolução da obra nos prazos legais e que se houvesse deterioração ou “descaminho” de algum volume teria que pagar o seu valor, ou então, sujeitar-se a execução como devedor à Fazenda Nacional.
Por simples curiosidade, a primeira requisição foi feita pelo Sr. Carlos José de Lima em 12 de Outubro de 1896, que levantou 5 obras, duas das quais de Literatura: Médico à força e o Avarento, ambas de Moliére.
Em Abril de 1911 a Biblioteca passou a designar-se Biblioteca Popular de Matosinhos.
Em plena 1.ª Grande Guerra fechou, tendo reaberto em 1919, ainda sob a responsabilidade da Junta de Freguesia de Matosinhos.
Em 1920 fechou. Não conseguimos apurar as causas, assim como também não conseguimos saber porque funcionou intermitentemente durante quase 32anos.
A Biblioteca Municipal de Matosinhos abriu ao público, pela primeira vez, em 6 de Julho de 1942, em sequência de uma proposta camarária de 29 de Dezembro de 1938, na rua Brito Capelo, no próprio edifício da Câmara, encerrando ao fim de quatro anos. Em 14 de Julho de 1952, e depois de um período de encerramento, passou para o edifício onde hoje funciona a Escola de Comércio de Matosinhos, na mesma rua, onde se manteve durante 25 anos. Durante quase todo esse tempo foi dirigida pelo Sr. Abílio Augusto Ferreira da Costa Brochado. A partir de 1975 passa a ter no seu quadro de pessoal um bibliotecário especializado, o Dr. António de Jesus Gomes.
Em Dezembro de 1987, ano em que foi assinado o 1° contrato-programa com o IPLB (ex. IPLL), passa a integrar a Rede Nacional de Leitura Pública, e começa a funcionar no Palacete do Visconde de Trevões. Em 1995 é assinado o 2.° contrato - programa e em breve será assinado o 3º.
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| O Palacete de Trevões |
O Palacete é obra do princípio do século e foi mandado construir por Emídio José Ló-Ferreira, um torna-viagem do Brasil. Foi depois propriedade particular do Conde da Covilhã, de Eurico Felgueiras e outros.
Passou a ser utilizado para funções públicas, tendo sofrido alterações internas de pouca monta, como edifício escolar, depois de ter passado a ser propriedade da Câmara, tendo funcionado aqui a Escola Comercial e Industrial, uma secção do liceu D. Manuel II e o Ciclo Preparatório de Matosinhos.
Ao ser adaptado para biblioteca o edifício sofreu mais alterações. Quanto ao seu futuro, após a mudança dos serviços da biblioteca para as novas instalações, a única certeza é a de que não será destruído, mantendo-se, assim, como exemplar arquitectónico ilustrativo de uma época histórica. |

| Biblioteca Municipal Florbela Espanca |
Em 7 de Dezembro de 1990, a Biblioteca Municipal passou a chamar-se Biblioteca Municipal Florbela Espanca, poetisa alentejana. nascida em Vila Viçosa, que viveu os últimos anos da sua vida em Matosinhos, onde faleceu aos 36 anos de idade. A Biblioteca possui da escritora uma razoável colecção de documentos, que devem, naturalmente, fazer parte do Fundo Local.
A 9 de Maio de 2005 foi inaugurado o edifício da nova Biblioteca e ”Centro Cultural”, da autoria do arquitecto Alcino Soutinho, passando assim a funcionar neste local a Biblioteca Municipal Florbela Espanca, a Galeria Municipal e o Arquivo Histórico. A transferência para este espaço permite oferecer aos utilizadores e funcionários da Biblioteca, espaço e condições de fruição dos serviços e de realização de outras actividades, e também de condições de trabalho que já se tinham tornando bastante limitadas no edifício do Palacete de Trevões. Assim, a Biblioteca Florbela Espanca, objectiva a adaptação a uma nova realidade, melhorando os serviços prestados à população e tornando-se o centro de uma rede concelhia, através do projecto de criação de pólos de leitura nas diversas freguesias, compromisso assumido com a assinatura do contrato-programa com o IPLB de apoio a construção e montagem da biblioteca.
A Biblioteca Florbela Espanca integra a rede nacional de leitura pública, e como tal assume os fins e objectivos do Manifesto da UNESCO, documento orientador do papel das bibliotecas desta tipologia:
- Fins e Objectivos: educação, cultura e conhecimento para todos; promoção do livro e da leitura, mas também das novas tecnologias; conservar, valorizar e difundir o património escrito, especialmente o relativo ao fundo local; fornecer documentos relativos a vários domínios de actividade; difundir informação actualizada e em vários suportes.
- Serviços: leitura de presença (periódicos, sala de adultos/fundo local, infantil e juvenil, audiovisual), empréstimo domiciliário (excepto Obras de Referência, Fundo Local, Periódicos e Obras devidamente identificadas), fotocópias, acesso Internet, animação da leitura, biblioteca itinerante.
- Suportes: livros, áudio, audiovisuais e multimédia.
Os serviços que presta constam do Regulamento da Biblioteca Municipal Florbela Espanca, documento aprovado em reunião de Câmara e em Assembleia Municipal.
- 5 Pessoas na equipa técnica
- 4 Técnicos Superiores de Biblioteca e Documentação
- l Técnico Superior Relações Públicas
- 12 Técnicos Profissionais de Biblioteca e Documentação
- l Auxiliar Técnico de Biblioteca e Documentação
- l Assistente Administrativo
- l Auxiliar Técnico de Museografia .
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| O FUNDO DOCUMENTAL |
A biblioteca conta actualmente com um acervo de aproximadamente 77.000 monografias, 280 periódicos, 3200 documentos áudio, 100 audiovisuais. Das 77.000 Monografias que a biblioteca possui cerca de 35.000 encontram-se em processo de catalogação retrospectiva. Destas muitas estão naturalmente desactualizadas, mas outras constituem importante e valioso espólio da Câmara de Matosinhos, designadamente as colecções de arte e os fundos antigos.
Os documentos, em livre acesso, encontram-se distribuídos pelas diferentes áreas e organizados segundo a Classificação Decimal Universal (CDU). |
| A REDE CONCELHIA DE LEITURA PÚBLICA |
Esta rede conta no presente com uma Biblioteca Anexa na freguesia de S. Mamede e com a Biblioteca Itinerante.
A Câmara de Matosinhos pretende dar continuidade a este projecto com a criação de mais anexos ou pólos em outras freguesias ou locais do município de acordo com o número e distribuição dos seus habitantes.
A Biblioteca Anexa de S. Mamede de Infesta a funcionar em dois pisos do edifício da nova centralidade, possui tal como a biblioteca central, serviços de leitura de presença e empréstimo domiciliário destinados ao público infanto-juvenil e adulto, periódicos, fundo-local, fotocópias, Internet, animação da leitura através da Hora do Conto, que se vem realizando aos sábados de manhã. |
| NOTAS |
Emídio José Ló-Ferreira - Visconde de Trevões.
Trevões - nome da aldeia do concelho de S. João da Pesqueira, distrito de Viseu onde nasceu Ló-Ferreira
Imigra para Matosinhos e depois para o Brasil de onde regressa (são os chamados torna-viagem, que no séc. XIX retornavam do Brasil) com considerável fortuna. Homem benemérito foi-lhe por isso atribuído o título de Visconde. |
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